Pituaçu é do povo do Bahia, Arena!

1 de abril de 2015

Jamais o Estado estaria vinculado a uma cláusula de um contrato dissociada de toda a razão de ser do contrato entre as partes: a isonomia. Jamais o Estado poderia permitir, usando a chantagem da Arena, de forçar o Bahia a aceitar um novo contrato sob coacão de não ceder um bem que é do povo da Bahia, logo da torcida do Bahia, Vitoria e etc.

Para um bom intérprete esse cláusula incide na hipótese do Bahia alegar durante a vigência do contrato com a Arena uma razão injustificada para não jogar na Arena alegando um motivo da ordem como abertura de bares em toda a Fonte Nova. Jamais essa clásula poderia forçar o Bahia a um novo contrato com a Arena sem levar em consideração que o Bania é livre para escolher entre as opções mais vantajosas para si.

O Estado não pode agir para proteger a Arena em desprestígio do Bahia. As situações hipóteticas sobre essa clausula de impedir o Estado de ceder Pituaçu ao Bahia não é deixar um clube baiano sob o completo domínio da Arena para forçar um acerto sem levar em consideração a vontade do Bahia de continuar jogando dentro da Arena!

Será que o Estado negaria Pituaçu em razão de um entrave em uma futura negociação entre Bahia e a Arena para forçar o Bahia a aceitar qualquer bagatela de um consórcio que não respeita a força do nosso clube? Jamais!! Essa cláusula do contrato, uma vez o contrato do Bahia acabando coma Arena no próximo dia 7, extingue-se a obrigação.

Vitória versus Vitória

25 de março de 2015

Quero dar um tempo nas minhas colunas sobre o meu querido Bahia para analisar um fenômeno não tão novo no E.C.Vitória, como no futebol baiano e brasileiro, que é a figura dos oligarcas do futebol. Não é possível que o futebol continue como uma deferência ao passado e acabe por perpetuar estruturas ilegítimas no futebol moderno para presidir os clubes de futebol. O meu espanto é grande quanto a Eurico Miranda no Vasco e agora outros que querem voltar ao futebol. Algo que me parece completamente anacrônico. Confesso desconhecer o pretendente a presidente do E.C.Vitória, mas fazer com que a sua eleição tenha legitimidade não basta ser eleito pelo velho estatuto, haja vista a evolução do futebol e da necessidade da democratização de todas as instâncias abaixo da nossa constituição com a participação popular e a transparência.

Ontem, o meu Bahia sofria uma intervenção traumática, e o clube não conseguiu ainda saudar as dívidas irresponsáveis das gestão dos oligarcas e não saldou a cultura autoritária por trás dos antigos “donos” do clube, todavia o Bahia na última eleição para seu presidente deu uma prova que a melhor maneira de um presidente chegar a ser de fato uma mudança de paradigmas no futebol terá que ser pela via democrática onde o sócio-torcedor, amante do clube indiscutível e desisteressado, possa avaliar o melhor para o seu clube elegendo o seu repressentante para presidi-lo diretamente. Pensar o contrário é uma louvação ao passado, aos saudosos, aos abnegados que militam em todos os quadrantes da nossa sociedade mas que não tem o suficiente entendimento do que seja o futebol moderno.

Espero, como bom torcedor do futebol baiano, que o Vitória se integre a nova mentalidade de gerir o futebol como espaço de participação dos torcedores nas decisões fundamentais do seu clube, necessariamente política. Estranhe quando alguém disser que política dentro do clube não deve ser falada! Fique atento aos que defendem os velhos métodos, pois futebol, política e religião se discutem muito! Não deixe torcedor sua voz ficar calada e sua vontade ser desrespeitada. Se o Bahia conseguiu seguir em frente com milhões em dívidas para um nova era que se avizinha promissora, o Vitória também poderá sonhar com novas formas de atuação política dentro do clube. Não há o que temer senão a falta de coragem e atitude. Que o futebol baiano ganhe com isso tudo e tenha o respeito que merece nacionalmente.

Arrasador: assim o amamos mais, Bahia!

17 de março de 2015

A mística tricolor de goleador e time imabítvel voltou com tudo em campo e fora dele com a democracia. Dentro de campo a torcida do Bahia consegue sair mais feliz do estádio a cada espetáculo de futebol apresentado por seu time. Todos estão jogando bem no time, inclusive o banco de reservas quando é chamados. Esse clima de euforia contrasta com a fragilidade do futebol baiano e da 1ª fase do campeonato do nordeste também muito fraca, todavia não podemos desconsiderar os números do tricolor até agora e o futebol apresentado. O time apresenta notavelmente um futebol ofensivo, intenso e faz uma marcação desde o começo do jogo no campo do adversário.

Fora de campo o Bahia persegue os melhores no mercado para compor sua diretoria executiva. Indiscutéveis nomes de reconhecida competência nacional vão preenchendo as vagas que antes eram bastante sensíveis as críticas e que hoje parecem ter paralisado um pouco o poder da oposição ao presidente Marcelo Santana. Esse começo de temporada nos dá assim a forte impressão que o caminho está bem calçado para que o time consiga bons resultados. Esses laboriosos profissionais fora das quatra linhas devem ser enaltecidos, inclusive a preparação física do Bahia. Creio que há muito tempo não conseguimos um começo de temporada tão promissora no futebol brasileiro. Faz décadas, séculos, que parecia o futebol uma repetição de trinadores que aqui chegavam com uma proposta de futebol muito defensiva e com um plano de integração com a base pouco consistente.

Um outro ponto importante a ser destacado no Bahia que começa o ano embalado é o trio de ataque denominado de “KGB”, Kieza/Gamalho/Biancutti. Esses três atletas estão jogando muito futebol e nos dando um retorno merecido na fé nos nossos artilheiros. Faz muito tempo que o ataque do tricolor não se destacava, buscávamos antes gols de zagueiros e meias defensivos para somar em campo enquanto os atacantes pareciam sempre modestos nos números. Hoje, o ataque do Bahia é enaltecido nacionalmente e no nordeste inteiro, haja vista a boa propaganda e trabalho do pessoal do Esporte Interativo, O Bahia de Maxi agora não tem nada a ver com o do ano passado, e como é bom saber disso tanto em números como em bons espetáculos. Salve Maxi que parecia quase fora do tricolor e foi recuperado pelo Sérgio Soares, um técnico promissor no futebol brasileiro.

PS.: Confesso, Sérgio, minha insegurança em colocar times mistos em jogos decisivos. O Bahia já perdeu vantagens em campoenatos passados por causa de escalações desse tipo nos momentos errados.

Segure o balaio de gols, vitorinha!

26 de fevereiro de 2015

Não seria um jogo atípico contra o Jacuipense que me faria perder a fé nesse elenco do Bahia e no crescimento desse grupo do Bahia. Certamente, ontem, com a avalanche de finalizações no gol da Catuense, o torcedor do Bahia pode reforças a sua fé em um time que joga para frente e no campo do adersário, e quem ataca e procura o gol normalmente a bola entra. Foram só 2 x 0 ontem, mas poderia ter sido 10 x 1, 8 x 2, na realidade não estou muito preocupado com o placar, pois temos muitos jogos para nos alegrar com um ataque invejado até pelos hereges torcedores do Bahia que atormentam a vida dos atletas perto do gramado.

O BaxVi

Não sei como o Barradão depois de tantas melhorias ainda não conseguiu evoluir para receber a torcida visitante. As queixas, o mau tratamento, a dificuldade para estacionar, para pegar ônibus e o pior ainda é correr o risco de ser vítima da violência das gangues organizadas que se aproveitam da falta de estrutura do bairro para receber um clássico como o BaXVi para intimidar a torcida visitante. Peço aos caríssimos policiais o cuidado com os torcedores do Bahia, Principalmente, e do Vitória são pais de famílias, jovens que irão fazer uma festa, não fazer a violência. Todavia, não somos ingênuos de pensar que num meio da multidão nao existirão malfeitores disfarçados de torcedores.

Esse primeiro BaxVi reversa aos torcedores uma ideia de como os times estão. Ainda é cedo para fazer um prognóstico de quem será o campeão baiano. É certo, porém, que quem ganha um BaxVi não pode se queixar de que não está com o time pronto. BaxVi é pura emoção edílica, salvação das almas que se enfrentam para vencer a batalha das batalhas do campeoanto baiano. Essa rivalidade que querem destruir com a tal da torcida única nos estádios e que o torcedor que gosta da festa e do colorido das torcidas deve combater com a velha baianade que nos ensina a não esquentar a cabeça com provocações feito palito de fósforo que queima a cabeça.

Volto ao Bahia e Catuense de ontem

Vcs sabiam que nos anos 80 a Catuense foi o maior adversário do Bahia!? Naquela época o Vitória passava uma crise sem precedentes e o time de uma empresa de ônibus, a Caruense, nos presenteou com jogadors como Bobô, Sandro, Zanata, Naldinho e Luis Henrique. Eram clássicos em que a torcida tricolor viu surgir um rival muito forte e que nos serviria com jogadores – o presidente da Catuense era torcedor do Bahia – que chegariam ao título nacional. Um tempo muito difícil de esquecer quando o futebol baiano tinha muita força, ao contrário de hoje que não possuem nem campo em suas cidades de origem.

PS.: Essa coluna vai para o amigo “Sangue Tricolor”.

Torcedor do Bahia de “zap-zap”

9 de fevereiro de 2015

Esse “zap-zap” é hoje a maior droga existente no mundo. Ela, para compulsivos, como eu, está fazendo com que mesmo dormindo ou num semáforo parado, num filme chato ou esperando os meninos na escola, continuemos a bater-papos sem que possamos dimensionar o quanto de tempo perdido nessa atividade perdemos. Impressionante como o tempo passa sem nos apercebemos com esse “brinquedinho” que o mundo lá fora é o que importa. Acredito que em breve durante um jogo de nossos times possamos dar mais ênfase ao que está passando com os comentários dos torcedores dos times adversários “zoados” no “zap-zap” a perceber cada detalhe do espetáculo de futebol durante o jogo.

Foi numa dessas minhas atividades no “zap-zap” que perdi um dos gols do Bahia contra o Jacobina para brincar com o torcedor do arqui-rival do Vitória. Disse-lhes que eles estavam na fila para levar gols de Kieza, Rômulo, Gabriel “Paulista” e cia. Aliás, como nosso time parece estar amadurendo uma formação ofensiva consistente, enquanto a defesa vem sustentanto bem a postura do time mais à frente armado por Sérgio Soares. A propósito, é ótimo ver os times de Sérgio Soares porque eles jogam com essa intensidade que estamos assistindo nos jogos do Bahia. Podem ver que os jogadores chegam quase sempre ao fim do jogo extenuados ou com caiãbras. A torcida do Bahia agredece, Sérgio!

Quarta-feira o Bahia vai para Maceió onde jogadorá mais uma partida pelo Campeonato do Nordeste; numa partida contra o CRB, um verdadeiro teste para o Bahia que junto com o time alagoano disputará a série “B” do campeonato brasileiro. O Bahia, porém, tem um compromisso de continuar apresentando essa consistência ofensiva e defensiva que vem apresentando. Contra o CRB fora não pode o time abrir mão do seu estilo de jogo para recuar o time e deixar a iniciativa das ações pertencer ao time mandante. Ainda bem que os times de Sérgio Soares, desde que o acompanho, são mesmo ofensivos e não temos riscos de ver um Bahia jogando para trás ou aceitando a pressão de time nenhum dentro ou fora da Fonte Nova.

Hoje, pensei em procurar um profissional médico para saber se tem cura esse vício de “zap-zap”. Creio que profissionais estejam já se preparando para uma geração viciada nesse troço. Os detalhes do jogo do Bahia e do zap-zap nas trasmissões televisivas também já são uma realidade enquanto o jogo está rolando. Confesso, todavia, que isso não ameniza nossa solidão. Acredito que, ao contrário, nossa solidão aumente e nosso tempo esteja sendo consumido com besteiras. O tricolor, o zap-zap e o “face” que me perdoem, mas vou pegar é um cineminha ou vou mais ao parque de diversóes com os meninos. Passei um pouco dos limites. Prometi a mim mesmo que vou dar um fim nisso e voltar a ser um torcedor à moda antiga.

Infantis fora de campo, infantis dentro de campo

2 de fevereiro de 2015

O time do Bahia pós-Hélder e Fahel parece um misto dos infantis e juvenis do E.C.Bahia. A falta de uma pegada mais forte, o faro de cobertura e segurança, o passe e a chegada na área e até a bola aérea no jogo de ontem me fizeram pensar na consistências da linha de meio do Bahia não nessa estréia, mas no jogo do ano passado entre Bahia e Vitória Conquista quando Fahel fazia um gol de cabeça. Vocês podem pensar que estou nostálgico de dois jogadores que não deram ao Bahia o título de campeão brasileiro, mas eu retruco que nos campeonatos de pontos corridos foram os jogadores que mais vezes figuraram como titulares no Bahia e se sustentaram apesar do rodízio de técnicos (Conservador, eu). Sim, hoje sou mais conservador. Não admito um time como o Bahia jogar com tanta displicência e tomar dois gols como se o Conquista convidasse toda a defesa e meia de contenção do tricolor para o recreio escolar e fizesse as crianças mal posicionadas do Bahia dançarem uma musiquinha de Pablo.

Sinto-me bastante decepcionado, não vou mesmo arriscar nenhum otimismo quanto a um time que precisa jogar como jogadores profissionais. O espírito da base deve ficar para trás, a exemplo de Railan que infantilmente colocou a mão na bola para impedir o arremate do jogador do Conquista e ainda foi expulso. Castigo duplo! O Bahia levou o gol e ficou com um jogador a menos. Railan que mostrou em alguns momentos na temporada passada que tinha condições para jogar no tricolor, mas que em alguns outros momentos parecia tão desastrado nos cruzamentos e marcação que me deixava furioso. Essas oscilações são normais, dizem. Mas, não podemos permitir que um jogador continue oscilando muito para que não comprometa um trabalho sério. Ainda bem que ele não jogará a próxima partida e o substituto mostrou que pode encarar o desafio com mais segurança na lateral de campo tricolor. Railan terá outras oportunidades, mas terá que conquistar fora da cota dos juniores no time profissional.

O certo é que tenho dúvidas sobre nossas divisões de base. São elas ao mesmo tempo nosso ouro, ao mesmo tempo que podem por imaturidade comprometer a “perfomance” do time em campo. Creio que chegou a hora de mostrar um equilíbrio maior a exemplo das histórias de Evaristo de Macedo no Bahia que conseguia verificar a maturidade dos jovens para entrar no profissional antes de jogá-los aos leões, Nesse momento Sérgio Soares precisa ter essa clarividência de poupar mais a base para pontualmente lançar os garotos para adquirir maturidade em jogos dentro de casa e no segundo-tempo. Lembro-me de Charles em 1988 que entrava sempre no segundo-tempo e acabou se tornando um dos melhores atacantes do Bahia. Não adianta lançar esses meninos como se eles tivessem nascidos prontos. Jogadores como Neymar são exceções e precisam ainda assim de conquistar a confiança de outros grandes jogadores como fez o garoto do Santos ao se aproximar de Messi.

O pós-Helder e Fahel se mostra difícil para o Bahia armar uma defesa e meio mais consistentes e o Bahia precisa reconquistar sua torcida que anda muito desconfiada. Não existe fórmula pronta para isso, mas vale a honestidade do trabalho a ser incorporado pelos subordinados de Sérgio Soares. A motivação aos novos jogadores que chegam e a vibração dos juniores ainda deve contaminar a torcida, o orgulho de vestir o manto deve ser maior que suas carreiras. Acredito que até Maxi sentiu o peso de vestir a camisa tricolor, todavia é hora de dar a volta por cima e não se deixar abater por uma partida que podia ter sido mais fácil caso o tricolor não aceitasse o convite para bailar numa festa infantil regada com muita música de Pablo.

O Bahia sem Hélder, Diones, Lomba e Fahel é melhor?

12 de janeiro de 2015

Feliz ano novo! Parece já tão velho, né!? Sim, mas a verdade é que estamos começando uma nova temporada nesse ano, os clubes baianos já fazem amistosos, e o meu Bahia jogará contra um clube ucraniano, amistoso que será transmitido para todo o Brasil. Essa bola dentro da nova diretoria começa a me entusiasmar como também com as novas contratações, “noves fora” Jael, o novo “Romagnoli”. Precisamos assinalar que a nossa diretoria vinha trabalhando com muita cautela ao anunciar qualquer jogador, mas pecou em anunciar uma nova contratação, que está cada vez mais distante do Bahia. Jael deverá ir mesmo para o Joinvile, não me iludo com o comprometimento de jogador de futebol, a não ser com nossa base.

O Fazendão tem ex-jogadores do América-MG, time que só não subiu por causa de uma presepada da diretoria mineira. Tchô e Willian somarão aos atletas que aqui ficaram. Para muitos, o Bahia começa uma nova era, a era de “Tchô e cia.”. Fahel, Hélder, Lomba, Souza e Diones ficaram no passado, o único que ficou foi Titi. Teremos agora como saber a relevância de cada jogador do Bahia desse passado recente, mas ficou claro que desses jogadores quem provou para mim que é jogador de série “A” foi Hélder. Não foi à toa que o Coritiba renovou o sem empréstimo. Provou Hélder que foi fundamental para o Coxa permancer na primeira divisão, enquanto o Bahia sem Helder foi rebaixado.

Daqui para frente deveremos pensar, então, num meio de campo com os jogadores Feijão e Bruno “Paulista”, dois ótimos jogadores pouco aproveitados no Brasileirão do ano passado; Bruno só entrou no time titular por causa do afastamento de Uelinton. Essa valorização dos jogadores da base foi anunciada pelo atual Presidente em campanha e ele está certo. contratar pontualmente e valorizar a base são dois principios que devem ser seguidos. Não obstante isso, devemos não nos entusiasmar em demasia com a base. Nas laterais, por exemplo, o Bahia precisará ser reforçado, mas não vi até agora ninguém apontar para a fragilidade e comprometimento para o time dos laterais Railan e Pará.

Quero crer que daqui para a frente o Bahia pense alto em competência e pise mais com os pés no chão. O caso Jael ainda não ficou esclarecido, o que o Bahia devia esclarecer por ser um time grande e que deve uma satisfação à sua torcida. O profissionalismo e a competência são carros chefes de uma boa administração! Mas, não me omitindo sobre erros, assevero a força dessa juventude que assume o Bahia e seu comprometimento em realizar uma gestão que nos propiciará numa nova cultura no futebol baiano. Um time sem grandes estrelas do norte e sul, nem do exterior, avalizados pelo mercado, mas um time comprometido com a formação de um grupo forte, bem treinado e com identificação com a torcida tricolor.

Um fim de semana da democracia

17 de dezembro de 2014

Foi um final de semana inesquecível. Comprei os dois livros recentemente lançados sobre o Esquadrão, envolvendo o hepta-campeonato e as lutas recentes pela democracia no clube, depois fui votar para presidente cumprindo minha promessa pessoal de escolher pela primeira vez diretamente um presidente do Bahia. Um momento único em que o processo democrático se consolidava e eu participava decisivamente com o meu voto. É verdade o meu otimismo, pois meu candidato ganhou. Não obstante isso, vi muita grandeza nos tricolores que concorreram e reconheceram o resultado.

Vi na Arena Jorge Maia, Leandro Fernandes, Diego e amigos novos tricolores que conquistei pela internet, todos também parte desse momento singular na história política do clube. Porém, muitos ainda não atentaram para a maturidade com que com essa luta para o Bahia define-o em sua integração em algo maior entre os clubes mais modernos e também reascende a sede de participação política bloqueada por anos de política coronelista antes da constituição de 1988 e que no Bahia perdurou até dois anos atrás.

Um ponto que me chamou atenção foi o equilíbrio da comissão eleitoral tricolor e também, ao final com o resultado da eleição a reação das chapas com os antagonismos logo desconstruídos, embora alguns ainda “chorem” lágrimas sem perceber que as práticas democráticas demonstradas pela comissão eleitoral serão daqui para frente respeitadas como verdadeira jurisprudência, como uma espécie de súmula vinculante quando protegeu sempre o patrimônio dos sócios em elegerem o seu melhor candidato e respeitaram o direito dos candidatos em participar como sócios nas eleições sem criar limites que não estão no tocante à seção da elegibilidade e as ineligilidades do estatuto.

É verdade, eu sempre fui contra ímpetos legiferantes e criações de normas em excesso, pois sabemos que será sempre o fato julgado coerentemente na aplicação das leis que farão diferença no espírito de maturidade dos sócios do tricolor na consolidação do processo democrático das eleições. As “gritas” ficarão para trás e isonomia no tratamento das questões serão daqui para frente melhor entendidas sobre o valor que um Estatuto breve e claro terão em suas intenções quando da aplicação no desafio das próximas eleições.

Agora, em Recife, é recomeçar a torcida e fiscalizar o cumprimento das promessas de campanha. Observar a vontade de mudar do novo presidente na prática do dia a dia, pois capacidade sem que ele tem. Vamos ver isso acontecer nas situações em que ele pressionado terá que superar. Afinal, a vida não é feita de desafios? Temos agora que monitorar e torcer para que tudo dê certo e o Bahia volte à normalidade institucional, consiga diminuir sua dívida e enfim coquiste definitivamente um novo título de glória no campeonato baiano, no nordestão e no acesso á primeira divisão.

O Bahia e a nova utopia

8 de dezembro de 2014

Vi muitos tricolores e rubro-negros tristes com o resultado ao findar essa temporada. Mas, afinal, por que tanta tristeza? Não sabiam que seus times eram limitados, recursos escassos e por vários anos quase desabaram disputando os últimos lugares? Porém, nós insistimos. Criamos expectativas de que esse ano seria melhor que os outros anteriores e conseguiríamos beliscar a Libertadores. A desilusão, todavia, mostra-nos a verdade: Não estamos prontos para seguir adiante com planos mais audaciosos sem antes vermos onde continuamos a cometer os mesmos erros, ou estamos definitivamente para sempre condenados a brigar pelas últimas posições?

Desde logo repilo os mais “realistas” que consagram a falta de utopia realizáveis no futebol baiano. Eu preciso de utopias para poder continuar escrevendo, se não as tivesse eu deixaria esse espaço para outros que tenham uma nova mensagem. A cultura administrativa e institucional do futebol baiano é ruim, mas sabemos que as mudanças são possíveis quando nos unimos como aconteceu com o meu tricolor que espantou uma dinastia de péssimos administradores do Bahia. O problema é, então, definir o que falta e o que temos de priorizar para os nossos clubes para almejarmos um status de maior respeito em nosso futebol como representantes competitivos por vagas nos campeonatos nacionais e internacionais.

O que temos na Bahia em excesso são bons jogadores em formação! Por que não priorizamos esse dado? Ficamos esclarecidos que o mercado não está para peixe, para o Bahia e o Vitória. Ao contrário da índole do ano passado no rubro-negro, quando fez uma campanha invejável, a regra é o fracasso no futebol baiano com os jogadores de fora de maior salário. As decepções ao final da temporada por descaso desses jogadores em honrar tanta energia depositada neles é certa. Assim, não podemo fazer da exceção uma regra! A prioridade são nossas revelações, o material humano a ser trabalhado e desenvolvido responsavelmente. É nessa aposta, então, que vejo o futuro do futebol da Bahia mais forte com o Bahia e o Vitória. Se atentarmos para as propostas dos candidatos a presidente do Bahia veremos essa diretriz de aposta na base como alavanca do futebol do clube. Os candidatos pretendem priorizar a base, inverter as prioridades, e, finalmente convencer a torcida a entender a questão sensível entre despesas e receitas.

Mas, o que nos prende? O que falta? Justamente a institucionalização da responsabilidade administrativa, o equilíbrio entre receitas e despesas, junto com uma política eficaz do departamento de futebol na qual a busca por jogadores se dê em razão da preferência pela base a jogadores “estrangeiros”. No mercado, em regra, virão jogadores sem conhecer o valor do nosso futebol e sem identificação com o clube que certamente não terão êxito. Chega de procurar jogadores estrangeiros! Quem está ganhando com isso não são os clubes baianos. O que o Bahia gastou com jogadores estrangeiros daria para o tricolor estar com a Cidade Tricolor, o CT do Bahia, já em funcionamento. O desabafo de Charles ao final do jogo de ontem em Curitiba não foi só uma queixa oportunista, antes foi um torcedor apaixonado pelo seu clube apontando o dedo com coragem para a covardia. A Bahia perde espaço agora para Santa Catarina, Goiás, Paraná, Pernambuco e Ceará porque insiste na covardia!

É certo que houve evolução na parte administrativa e patrimonial do Bahia e do Vitória nos últimos anos. Antes os nosso valores tinham seus direitos fatiados do clube, mas hoje o Bahia e o Vitória reverteram essa situação. Todavia, o Vitória ainda não é democrático e impede que os mais aptos disputem o seu principal cargo administrativo de forma ampla. Hoje, o Vitória é restrito a um grupo de oligarcas, sem noção da realidade da força do valor democrático como busca política pelo bem comum pelo conflito entre os mais aptos de forma civilizada no espaço público. Nessa questão, ao contrário do Vitória, o Bahia deu um salto e traz essa novidade da democracia como meio para que os mais convincente sejam escolhidos e fiscalizados de forma mais ampla possível. O tricolor, hoje, parece mais esperançoso, o torcedor do Vitória mais revoltado pela falta de democracia.

A utopia parece mais realizável hoje no Bahia que no Vitória, mas a esperança é que possam crescer juntos nessa busca por galgar novos horizontes. Todavia, mesmo com nossas utopias, sabemos das desilusões do nosso futebol e suas utopias, mas, também, o complexo de vira-lata de alguns não pode nos contaminar, queremos os tiranos longe dos nossos clube para voarmos mais longe com os planos mais audaciosos e modernos de estruturação de nosso futebol apesar de toda a cultura nacional do Brasil nos furtar espaço e dinheiro. Sabendo que não é fácil a luta, porém quem briga nunca saberá sua dificuldade sem encarar desafios internos e externos com valor e honra. O Bahia e o Vitória podem chegar mais longe e nos presentear com nossas melhores mentes, basta dar espaço a bons administradores e ideias que precisam de contínua renovação. A democracia permite superar as crises, mas a ditadura só aprofunda as distâncias e as mágoas.

O Bahia voltará mais forte

18 de novembro de 2014

Ontem comecei a pensar um texto para explorar esse momento ruim do futebol do Bahia. Confesso que a mensagem, contudo, que acredito ser mais louvável nesse desafio de escrever é passar para os leitores que nada foi em vão. Escolhermos a democracia no Bahia! Ela tem meios que possibilitarão aos sócios escolherem um novo presidente que recolocará o tricolor no seu devido lugar, a primeira divisão! Sabemos, agora, que o movimento pela democracia com seus instrumentos de fiscalização e transparência, agora concretizados, deu ao tricolor vigor e maturidade institucional.

Hoje, não temo tanto o futuro do nosso clube, mas o seu passado. Foram anos e anos em que o tricolor foi gerido sem responsilidade. Seus amadores ex-presidentes caso fossem síndicos de seus prédios não conseguiriam aprovar uma conta sequer, e ainda deixariam faltar luz, água e materiais necessários para a conservação do prédio. Esse tipo de gestor irresponsável é que foi banido do tricolor! Não precisa o Bahia mais de títeres, ditadores, algozes e nem de salvadores para conduzir o clube como se fosse a sua própria casa.

O Bahia reconhecidamente é um clube moderno e que tem como referência clubes como o Inter, o Grêmio e não mais clubes anti-democráticos. Eu tenho convicção que o futuro do Bahia será de grandes conquistas como o slogan estampado em nossos signos de nascidos para vencer. Esse é o nosso destino, embora encontremos agora o tricolor na iminência de um rebaixamento para a série “B”. Esse descaminho na divisão inferior do campeonato nacional será ultrapassado e logo retomaremos mais fortes o curso de triunfos que merecemos.

É verdade, os problema desse ano com um mandato tampão foram muitos. Desde a falta de sintonia entre os inexperientes gestores até a falta de um comandante mais forte que estabelecesse limites necessários a cada setor do clube que invadia a seara de outro setor com imposições que criaram não só problemas com pagamentos de salários como também crises políticas internas. O próximo presidente terá que montar um quadro de subordinados hierarquicamente mais sintonizados com sua filosofia que deve ficar bem clara para todos os grupos em reconhecimento a legitimidade das urnas que darão ao novo mandatário carta branca para equacionar os problemas atuais que não são poucos e que precisará de arrojo para resolvê-los.

Essa mensagem de otimismo é que quero passar para os leitores do blog. Sei da frustração de uma campanha pífia, nada pode mudar isso a não ser a força de sócios e da torcida. Um novo presidente terá a missão de em três anos dar uma cara de Bahia vencedor a um projeto mais firme. Os candidatos a presidente esboçaram os seus planos de gestão e disponibilizam na internet, e é obrigatório lê-los para votar conscientemente. São planos de gestão que merecem um pouco de atenção dos sócios, pois numa democracia os responsáveis pelo clube são todos os sócios e a torcida. A fase de torcedor de arquibancada onde passivamente dizíamos amém aos títeres acabou, portanto muita responsabilidade no momento do voto.


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