Salve, Maxi!

18 de maio de 2015

Como muito bem anunciado aqui por Felipe hoje o Bahia tem um novo protagonista: Maxi. A função de chamar e organizar a assistência para o colega e também finalizar ficou bem clara para o atacante do esquadrão no segundo-tempo de jogo. É verdade que Maxi no primeiro-tempo contra o Mogi ainda foi o jogador mais individualista, mas na volta do vestiário o jogador do Bahia assimilou bem as instruções do seu treinador e desempenhou magistramente a função de organizar as jogadas ofensivas do Bahia. Mérito para o argentino que incrivelmente passou pelo seu inferno no mesmo clube que agora brilha com toda a justiça.

Um dado relevante do tricolor para os próximos jogos é a rápida recuperação do atacante Kieza, como também vale destacar o entrosamento e o ótimo futebol do paraguaio Pitoni e Souza. Faz muito tempo que o futebol baiano não vê meias técnicos e marcadores também desempenhando tão bem ambas as funções com tanta proficiência. Souza, que ainda não se aclimatou em Salvador, prefere morar em Recife, mas que logo amará nossa cidade como se fora a sua própria cidade. Já Pitoni, no Lounge, ao final do jogo parece que com sua família está em casa.

O próximo jogo do tricolor é contra o time do Mato Grosso. O Bahia não pode vacilar contra times desconhecidos a exemplo do Corinthians que era fraco-favorito contra um time paraguaio. O tricolo deve entrar com seu time titular para classificar para a próxima fase sem dar chances ao advsersário de crescer na partida. Não existe mais hoje inocência no futebol, todos conhecem o jeito do Bahia jogar e podem armar uma surpresa para o esquadrão caso o tricolor não se prepare. O foco deve estar totalmente na partida de quartar quando deveremos enfrentar um time que vem para jogar nos contra-ataques.

E viva a revira-volta de Maxi no futebol! Eu ficaria muito triste de ver o futebol de Maxi ser a foto do rebaixamento do campeonato nacional do ano passado. Hoje, recuperado, Maxi é um jogador decisivo para o Bahia como um dos protagonistas. E com a volta de Kieza ao time com seus gols colocará o Bahia de volta aos jogos nos dias de domingo. Como é difícil os dias de domingo sem o Bahia! Bahia é time de primeira-divisão, nunca poderia ser rebaixado. Um time como a Chapecoense só faz número na primeira divisão. Aposto que será o último colocado do campeonato nacional.

E assim renasceu a mística tricolor

4 de maio de 2015

Tenho ainda a sensação que não acordei de um sonho. A euforia que sentia parecia não vir desse mundo, pois nunca tinha visto com 22 minutos numa decisão de campeonato um time tirar uma diferença de 3 gols. Mas, aconteceu na Bahia e com meu Bahêa! Eu botava mais fé no campeonato do Nordeste, não no Baianão depois da derrota em Conquista. Mas, com a evolução dos acontecimentos, conhecendo um pouco o futebol e suas surpresas, amadurecendo a fé no futebol que conquistou o Brasil no primeiro semestre, eu não pude deixar de ver o jogo da decisão do Baianão 2015 e sobretudo acreditar no meu Bahia a fim de ver mais uma vez a história ser escrita de forma extraordinária. Sim, os eventos que se sucederam no campo de futebol entre Bahia x Conquista não eram desse mundo. Parecia que o time nos levava apenas em 22 minutos de jogo a um delírio que muitos só tiveram conhecimento na década de 80 quando o time virou um jogo de 5 gols de diferença contra o Santa Cruz-PE pelo campeonato brasileiro.

Esse delírio a que fomos contaminados com apenas 22 minutos de jogo não era desse mundo mesmo, leitor. O que o Bahia fez não tem paralelo no campeonato baiano, pois o Conquista até então invicto era segundo a crônica especializada o grande favorito ao título baiano. Eu vi muitos “secadores” e torcedores do Conquista com faixas ostentanto uma conquista que não viria para o time de Vitória da Conquista. O mundo, contudo, dá muitas voltas e a Arena Fonte Nova era o palco perfeito para vermos gigantes em campo com o manto tricolor transformar o Conquista num time que nem sombra foi da expectativa que depostiaram no Bode. O Bahia venceu o jogo com tanta autoridade e maturidade que nem lembrou os erros de finalização que tanto o martirizava. As bolas do tricolor de aço finalmente ganhavam as redes como que inflando balões de euforia por Salvador que logo ganhou toda a Bahia pelo ar de garra tricolor demonstrada pelos nossos atletas.

Por isso, amigos, vamos nos congratularmos como tricolores que não esmorecem com a fé que nunca costuma falhar e somente um time por 46 vezes Campeão sabe como renovar. Um clube que não faz festa para time do interior, que não perde classificação seguidas vezes em seu campo e que ostenta duas estrelas bem conquistadas com o amor de torcedores-jogadores que tão logo veem essa grandeza da nossa torcida e símbolos para passar a também seguir essa religião de ser Bahia e torcer para um grande time vencedor. Um clube democrático, vanguardista e, sobretudo, um time que nos enche de saudade é do futuro. Pois, calculamos que depois de 20 anos tiramos um Bicampeonato baiano com apenas 2 anos de democracia, então devemos em breve alçar voos mais ousados. Devemos isso a nação tricolor, torcedores democratas e sócios do maior time do norte e nordeste do Brasil: o E.C.Bahia!

Nordestão

Um ponto pouco discutido no campeonato baiano para melhorar ainda mais a oportunidade de nossos times conquistarem o Nordestão, na minha opinião o grande torneio do Brasil do primeiro semestre, é fazer com que a final tenha só um jogo decisivo no campo do time de melhor campanha. Certamente, evitaria tantos desgastes, falta de foco e determinação quando um clube disputa três competições ao mesmo tempo numa sequencia de jogos que faria qualquer outro time, menos o Bahia, aceitar o vice-campeonato baiano como uma coisa natural. O Bahia, assim, poderia ter ganho o Nordestão que tanto nos empolgou se não tivesse o jogo domingo em Conquista que afinal de contas não serviu para quase nada, a não ser que queriam tirar uma partida a mais para decidir quem é Campeão em campo neutro. Ainda bem que existe regulamento, e ele precisa ser aperfeiçoado.

Associacionismo é a solução

25 de abril de 2015

Prezados,

Estive conversando com torcedores do tricolor de aço e cheguei as seguintes conclusões que apontei já em redes sociais.

1. Se o torcedor se associa só às vesperas de um jogo para conseguir um ingresso pela metade mostra toda a sua imaturidade sobre como ajudar e se ajudar nessa relação com o futebol.

O futebol é hoje associacionismo. O Real, o Barça e demais clubes, os clubes brasileiro também, tem uma carteira de associados que permitem uma receita fixa independente de televisão.

2. No Bahia temos que mudar a mentalidade de imediatismo da torcida. Temos que valorizar nossas paixões! O futebol e o Bahia é a nossa paixão. O que vc faria a vida toda com prazer diversas vezes? Eu respondi essa pergunta.

3. Hoje, eu soube que o SP passou o Fla em número de sócios. Nesse caso, somados o Inter, o Palmeiras e Corinthians, temos clubes com receitas garantidas, com prestação de contas e democracia. Temos como fazer do Bahia um clube independente, por isso se o torcedor não se associa ao clube de nada adiantará ficar em fóruns criticando o time em campo.

4. Desde 2002 o Bahia não chega a uma final de Nordestão. O Bahia poderá também voltar a conquistar um Bi-baiano. È preciso, contudo, que o torcedor participe se associando. A única maneira de fazer valer o propósito hoje de “nasceu para vencer” é se associando.

BBMP!

A culpa foi de “Maurição” e sua estrela ontem

23 de abril de 2015

O cidadão chegou de Recife, pegou uma carona até onde estaria seu ingresso e então seguiu para o estádio de futebol. Chegando lá quase chorou ao ver seu Bahia na “velha” Fonte Nova completamente diferente. A Arena Fonte Nova agora estava linda! O estádio de futebol da década de 1980 – a sua década, onde viu Luís Henrique jogar e Bobô ser campeão nacional, agora virar uma casa de espetáculo.

O público também era  diferenciado. A casa de espetáculo tinha lugar privilegiado e estacionamento, ar-condicionado, buffet, elevadores e camarotes sensacionais, um fenômeno moderno que se impôs como fonte de lucro nesse cenário onde também aparece o público baiano torcedor tradicional do Bahia e suas torcidas organizadas.

“Maurição”, apelido da juventude na Bahia, agora não era  mais o velho rapaz do Imbuí, mas uma forma mais madura sobre sua participação no espetáculo e a importância de seu voto para o atual presidente do clube mudar para sempre o Bahia. Um jeito novo de fazer futebol estava inaugurada com o Bahia como parceiro da Arena Fonte Nova. Torcedor apaixonado, ele tinha certeza que vivia um momento mágico com o time.

Contudo, durante o jogo, quando a bola rolou, o adversário bastante aguerrido se impôs e o seu time encontrava dificuldades para fazer os gols que seu torcedor mais fanático acreditava. Pelo menos uma placar mínimo de 1 x 0 era o suficiente para marcar um momento de decisão de título do Nordeste onde o Bahia estava afastado desde que conquistou a edição de 2002.

O Bahia avançava no ataque, “cabeção” se precipitava a levantar para gritar gol. O gol, porém, não vinha até o segundo-tempo quando o adversário foi que marcou o gol na reestreia de “cabeção” no estádio da Fonte Nova. Não era uma tragédia o resultado final do jogo, podia ser revertido na casa do adversário o placar de 1 x 0 para o Ceará, mas certamente “Maurição” testemunhara um rápido crescimento do Bahia em poucos anos depois da democracia.

De qualquer maneira a festa linda da torcida antes da partida ficara para sempre na memória do seu torcedor e o seu potencial. Os investimentos gastos do  nosso fervoroso torcedor do Bahia  para o tricolor baiano não fora em vão. Seu voto ajudou a eleger o presidente certo que faz história no tricolor.  O Bahia solidário com a tristeza do goleiro saiu solidário com ele e com fé na partida em Fortaleza.

PS.: Uma nota à parte foi a festa da torcida tricolor, o mosaico e o hino do Bahia tocando e cantado por Luís Caldas.

Que legal ser Bahêa!

20 de abril de 2015

Meus queridos confrades tricolores, estamos vivenciando um momento muito mágico. O tricolor depois do rebaixamento sacudiu a poeira com democracia política, estabeleceu diretrizes adminstrativas com mais profissionalismo e trouxe profissionais do mais alto gabarito que surpreendeu com resultados os mais pessimistas tricolores. São perfomances dignas do hepta-campeão baiano e bicampeão brasileiro que vai em busca do seu 48º título baiano. O tricolor de aço de hoje é um time que defende uma invencibilidade que desde de 2001 não acontecia. A possibilidade de repetir 2001 quando fomos campeõs do Nordeste e Baiano é muito patente. Estamos a somente 4 jogos de dois títulos!

Antes do jogo de ontem pelo campeonato baiano eu já garanti minha passagem para asssitir à Bahia x Ceará, primeiro jogo da final do nordestão. Cheguei a temer pelo futuro da nosso Esquadrão no primeiro-tempo, mas no intervalo sabia que mudaríamos o panorama do jogo a favor de mais uma fnal. Um jogo que marcou o sofrimento emocional de Bruno Paulista, deslocado do meio para a lateral. Tal mudança comprometeu o tricolor no jogo, mas Bruno foi um gigante e suportou a pressão; conseguiu assim terminar o jogo com um triunfo para seu time no sacrifício. Não gostei da atitude de Sérgio Soares nessa improvisação. Era para poupar o Bruno Paulista, que jogava fora de sua posição. Não não sou o nosso técnico. Ele é que sabe como melhor armar essa equipe. Está preparando jogadores da base do Bahia com muito sucesso até agora.

O próximo jogo do Bahia é quarta. Passagem comprada desde a euforia em Recife quando vi o empate sem gols entre Sport x Bahia. Por isso, minha mochila está pronta para um momento que não se pode desprezar. Um clube que recupera sua auto-estima e volta a representar a identidade muito bem construída de grande vencedor é motivo de grande júbilo. A mochila pronta, a mulher conformada e os filhos na casa dos avós, vou em paz para minha terra ver meu Esquadrão levar mais um título. Tenho consciência da dificuldade do adversário, mas muito mais que isso confio na nossa torcida e no meu time para chegar á final com a vantagem até de empatar. Sou torcedor do Bahia, não de um time velhaco sem alternância do poder.

 

Seo Rômulo torce para o Ceará

14 de abril de 2015

Aqui em Recife alguns estão negando o triunfo tricolor como também o penal sofrido por Kieza. Seu Rômula da banca de jornal ao lado da padaria onde compro pão não se conforma. Ele acredita que seu time está na primeira divisão “para sempre” e que não perdeu para o Bahia, pois teria sido “roubado”. Para Seo Rómulo, hoje comerciante e ontem ex-jogador do Sport, não existe discussão sobre qual o melhor time do nordeste, pois para ele é indiscutível que o Sport é o único clube na primeira divisão e perdeu “roubado”.

O problema de Seo Rômulo e outros “choradores” é que não conseguem enxergar o dinamismo do futebol e como ele muda o tempo todo numa fração de minutos às vezes. O dinamismo do futebol está no penal que Kieza sofreu, no “frango” que Douglas tomou e Souza que antes não havia feito sequer um gol pelo Bahia no domingo fez trés numa só partida de futebol. Quantos gols Souza fez pelo Cruzeiro ano passado? O futebol segue num ritmo que sufoca os torcedores mais apaixonados e presos numa imagem do passado como amantes obsecados, e no domingo o Bahia confirmou uma evolução a todos já patentes com uma mudança estrutural na forma de ver o futebol democraticamente e com profissionalismo.

Uma pena que Seo Rômulo não consiga ver que o seu Sport pode descer para a segunda-divisão do campeonato nacional no 2ª semestre e que o Bahia deverá brigar para roubar uma vaga na 1ª divisão de um dos 20 clubes que hoje a disputarão. Já o cameooanto do Nordeste sobrou para Seo Rômulo torcer para o Ceará, enquanto nós torcedores do Bahia e do Ceará temos tudo para fazer dois grandes jogos pelas finais desse grandioso campeonato do nordeste brasileiro. Um campeonato que prova a força do futebol do Bahia e do Ceará, um campeonato que nos redime em nossa identidade de povo que enche estádios e fã do futebol brasileiro a maior alegria do nosso povo.

INVICTUS – UM Bahia contra 22.000 Leões

9 de abril de 2015

image.Que adrenalina boa ontem! Confesso minha apreensão antes de chegar ao estádio e à concentração da nossa torcida, pois fazia tempo que não ia na Ilha. Chegando ao local da concentração, tomei uma cerva e dentro do estádio foi emoção do começo ao fim do jogo. Que jogão! As manchetes dos jornais locais aqui também pontificaram um 0 x 0 que não faltou emoção.

Uma festa que prova para mim que ficar atrás de tevê ou computador é uma forma de não está vivo. Ontem, cantei e pulei com nossa torcida, a maioria gente batalhadora que quando acabou o jogo entrou logo no ônibus para voltar para SSA.

No gogó encaramos a torcida do Sport e muitas vezes os provocamos: “timinhos fuleiro, nunca foi campeão brasileiros” , e tantos cânticos que a torcida puxou impublicáveis e tb divertidos. Sim, amigos, eu ri tb com as figuras folclóricas e apaixonadas tanto quanto eu. Revi gente da embaixada fervo-tricolor tb. Conheci Jaime, este que já foi ao Peru numa partida da sula para ver o Bahia. Para mim foi como renascer de novo!

Obrigado ao Bahia, a Gabinho e Lucas que viram meu nome entre os sorteados e a torcida maior do nordeste, a Bamor, pela festa.

Maurício

Pituaçu é do povo do Bahia, Arena!

1 de abril de 2015

Jamais o Estado estaria vinculado a uma cláusula de um contrato dissociada de toda a razão de ser do contrato entre as partes: a isonomia. Jamais o Estado poderia permitir, usando a chantagem da Arena, de forçar o Bahia a aceitar um novo contrato sob coacão de não ceder um bem que é do povo da Bahia, logo da torcida do Bahia, Vitoria e etc.

Para um bom intérprete esse cláusula incide na hipótese do Bahia alegar durante a vigência do contrato com a Arena uma razão injustificada para não jogar na Arena alegando um motivo da ordem como abertura de bares em toda a Fonte Nova. Jamais essa clásula poderia forçar o Bahia a um novo contrato com a Arena sem levar em consideração que o Bania é livre para escolher entre as opções mais vantajosas para si.

O Estado não pode agir para proteger a Arena em desprestígio do Bahia. As situações hipóteticas sobre essa clausula de impedir o Estado de ceder Pituaçu ao Bahia não é deixar um clube baiano sob o completo domínio da Arena para forçar um acerto sem levar em consideração a vontade do Bahia de continuar jogando dentro da Arena!

Será que o Estado negaria Pituaçu em razão de um entrave em uma futura negociação entre Bahia e a Arena para forçar o Bahia a aceitar qualquer bagatela de um consórcio que não respeita a força do nosso clube? Jamais!! Essa cláusula do contrato, uma vez o contrato do Bahia acabando coma Arena no próximo dia 7, extingue-se a obrigação.

Vitória versus Vitória

25 de março de 2015

Quero dar um tempo nas minhas colunas sobre o meu querido Bahia para analisar um fenômeno não tão novo no E.C.Vitória, como no futebol baiano e brasileiro, que é a figura dos oligarcas do futebol. Não é possível que o futebol continue como uma deferência ao passado e acabe por perpetuar estruturas ilegítimas no futebol moderno para presidir os clubes de futebol. O meu espanto é grande quanto a Eurico Miranda no Vasco e agora outros que querem voltar ao futebol. Algo que me parece completamente anacrônico. Confesso desconhecer o pretendente a presidente do E.C.Vitória, mas fazer com que a sua eleição tenha legitimidade não basta ser eleito pelo velho estatuto, haja vista a evolução do futebol e da necessidade da democratização de todas as instâncias abaixo da nossa constituição com a participação popular e a transparência.

Ontem, o meu Bahia sofria uma intervenção traumática, e o clube não conseguiu ainda saudar as dívidas irresponsáveis das gestão dos oligarcas e não saldou a cultura autoritária por trás dos antigos “donos” do clube, todavia o Bahia na última eleição para seu presidente deu uma prova que a melhor maneira de um presidente chegar a ser de fato uma mudança de paradigmas no futebol terá que ser pela via democrática onde o sócio-torcedor, amante do clube indiscutível e desisteressado, possa avaliar o melhor para o seu clube elegendo o seu repressentante para presidi-lo diretamente. Pensar o contrário é uma louvação ao passado, aos saudosos, aos abnegados que militam em todos os quadrantes da nossa sociedade mas que não tem o suficiente entendimento do que seja o futebol moderno.

Espero, como bom torcedor do futebol baiano, que o Vitória se integre a nova mentalidade de gerir o futebol como espaço de participação dos torcedores nas decisões fundamentais do seu clube, necessariamente política. Estranhe quando alguém disser que política dentro do clube não deve ser falada! Fique atento aos que defendem os velhos métodos, pois futebol, política e religião se discutem muito! Não deixe torcedor sua voz ficar calada e sua vontade ser desrespeitada. Se o Bahia conseguiu seguir em frente com milhões em dívidas para um nova era que se avizinha promissora, o Vitória também poderá sonhar com novas formas de atuação política dentro do clube. Não há o que temer senão a falta de coragem e atitude. Que o futebol baiano ganhe com isso tudo e tenha o respeito que merece nacionalmente.

Arrasador: assim o amamos mais, Bahia!

17 de março de 2015

A mística tricolor de goleador e time imabítvel voltou com tudo em campo e fora dele com a democracia. Dentro de campo a torcida do Bahia consegue sair mais feliz do estádio a cada espetáculo de futebol apresentado por seu time. Todos estão jogando bem no time, inclusive o banco de reservas quando é chamados. Esse clima de euforia contrasta com a fragilidade do futebol baiano e da 1ª fase do campeonato do nordeste também muito fraca, todavia não podemos desconsiderar os números do tricolor até agora e o futebol apresentado. O time apresenta notavelmente um futebol ofensivo, intenso e faz uma marcação desde o começo do jogo no campo do adversário.

Fora de campo o Bahia persegue os melhores no mercado para compor sua diretoria executiva. Indiscutéveis nomes de reconhecida competência nacional vão preenchendo as vagas que antes eram bastante sensíveis as críticas e que hoje parecem ter paralisado um pouco o poder da oposição ao presidente Marcelo Santana. Esse começo de temporada nos dá assim a forte impressão que o caminho está bem calçado para que o time consiga bons resultados. Esses laboriosos profissionais fora das quatra linhas devem ser enaltecidos, inclusive a preparação física do Bahia. Creio que há muito tempo não conseguimos um começo de temporada tão promissora no futebol brasileiro. Faz décadas, séculos, que parecia o futebol uma repetição de trinadores que aqui chegavam com uma proposta de futebol muito defensiva e com um plano de integração com a base pouco consistente.

Um outro ponto importante a ser destacado no Bahia que começa o ano embalado é o trio de ataque denominado de “KGB”, Kieza/Gamalho/Biancutti. Esses três atletas estão jogando muito futebol e nos dando um retorno merecido na fé nos nossos artilheiros. Faz muito tempo que o ataque do tricolor não se destacava, buscávamos antes gols de zagueiros e meias defensivos para somar em campo enquanto os atacantes pareciam sempre modestos nos números. Hoje, o ataque do Bahia é enaltecido nacionalmente e no nordeste inteiro, haja vista a boa propaganda e trabalho do pessoal do Esporte Interativo, O Bahia de Maxi agora não tem nada a ver com o do ano passado, e como é bom saber disso tanto em números como em bons espetáculos. Salve Maxi que parecia quase fora do tricolor e foi recuperado pelo Sérgio Soares, um técnico promissor no futebol brasileiro.

PS.: Confesso, Sérgio, minha insegurança em colocar times mistos em jogos decisivos. O Bahia já perdeu vantagens em campoenatos passados por causa de escalações desse tipo nos momentos errados.


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