Que legal ser Bahêa!

20 de abril de 2015

Meus queridos confrades tricolores, estamos vivenciando um momento muito mágico. O tricolor depois do rebaixamento sacudiu a poeira com democracia política, estabeleceu diretrizes adminstrativas com mais profissionalismo e trouxe profissionais do mais alto gabarito que surpreendeu com resultados os mais pessimistas tricolores. São perfomances dignas do hepta-campeão baiano e bicampeão brasileiro que vai em busca do seu 48º título baiano. O tricolor de aço de hoje é um time que defende uma invencibilidade que desde de 2001 não acontecia. A possibilidade de repetir 2001 quando fomos campeõs do Nordeste e Baiano é muito patente. Estamos a somente 4 jogos de dois títulos!

Antes do jogo de ontem pelo campeonato baiano eu já garanti minha passagem para asssitir à Bahia x Ceará, primeiro jogo da final do nordestão. Cheguei a temer pelo futuro da nosso Esquadrão no primeiro-tempo, mas no intervalo sabia que mudaríamos o panorama do jogo a favor de mais uma fnal. Um jogo que marcou o sofrimento emocional de Bruno Paulista, deslocado do meio para a lateral. Tal mudança comprometeu o tricolor no jogo, mas Bruno foi um gigante e suportou a pressão; conseguiu assim terminar o jogo com um triunfo para seu time no sacrifício. Não gostei da atitude de Sérgio Soares nessa improvisação. Era para poupar o Bruno Paulista, que jogava fora de sua posição. Não não sou o nosso técnico. Ele é que sabe como melhor armar essa equipe. Está preparando jogadores da base do Bahia com muito sucesso até agora.

O próximo jogo do Bahia é quarta. Passagem comprada desde a euforia em Recife quando vi o empate sem gols entre Sport x Bahia. Por isso, minha mochila está pronta para um momento que não se pode desprezar. Um clube que recupera sua auto-estima e volta a representar a identidade muito bem construída de grande vencedor é motivo de grande júbilo. A mochila pronta, a mulher conformada e os filhos na casa dos avós, vou em paz para minha terra ver meu Esquadrão levar mais um título. Tenho consciência da dificuldade do adversário, mas muito mais que isso confio na nossa torcida e no meu time para chegar á final com a vantagem até de empatar. Sou torcedor do Bahia, não de um time velhaco sem alternância do poder.

 

Seo Rômulo torce para o Ceará

14 de abril de 2015

Aqui em Recife alguns estão negando o triunfo tricolor como também o penal sofrido por Kieza. Seu Rômula da banca de jornal ao lado da padaria onde compro pão não se conforma. Ele acredita que seu time está na primeira divisão “para sempre” e que não perdeu para o Bahia, pois teria sido “roubado”. Para Seo Rómulo, hoje comerciante e ontem ex-jogador do Sport, não existe discussão sobre qual o melhor time do nordeste, pois para ele é indiscutível que o Sport é o único clube na primeira divisão e perdeu “roubado”.

O problema de Seo Rômulo e outros “choradores” é que não conseguem enxergar o dinamismo do futebol e como ele muda o tempo todo numa fração de minutos às vezes. O dinamismo do futebol está no penal que Kieza sofreu, no “frango” que Douglas tomou e Souza que antes não havia feito sequer um gol pelo Bahia no domingo fez trés numa só partida de futebol. Quantos gols Souza fez pelo Cruzeiro ano passado? O futebol segue num ritmo que sufoca os torcedores mais apaixonados e presos numa imagem do passado como amantes obsecados, e no domingo o Bahia confirmou uma evolução a todos já patentes com uma mudança estrutural na forma de ver o futebol democraticamente e com profissionalismo.

Uma pena que Seo Rômulo não consiga ver que o seu Sport pode descer para a segunda-divisão do campeonato nacional no 2ª semestre e que o Bahia deverá brigar para roubar uma vaga na 1ª divisão de um dos 20 clubes que hoje a disputarão. Já o cameooanto do Nordeste sobrou para Seo Rômulo torcer para o Ceará, enquanto nós torcedores do Bahia e do Ceará temos tudo para fazer dois grandes jogos pelas finais desse grandioso campeonato do nordeste brasileiro. Um campeonato que prova a força do futebol do Bahia e do Ceará, um campeonato que nos redime em nossa identidade de povo que enche estádios e fã do futebol brasileiro a maior alegria do nosso povo.

INVICTUS – UM Bahia contra 22.000 Leões

9 de abril de 2015

image.Que adrenalina boa ontem! Confesso minha apreensão antes de chegar ao estádio e à concentração da nossa torcida, pois fazia tempo que não ia na Ilha. Chegando ao local da concentração, tomei uma cerva e dentro do estádio foi emoção do começo ao fim do jogo. Que jogão! As manchetes dos jornais locais aqui também pontificaram um 0 x 0 que não faltou emoção.

Uma festa que prova para mim que ficar atrás de tevê ou computador é uma forma de não está vivo. Ontem, cantei e pulei com nossa torcida, a maioria gente batalhadora que quando acabou o jogo entrou logo no ônibus para voltar para SSA.

No gogó encaramos a torcida do Sport e muitas vezes os provocamos: “timinhos fuleiro, nunca foi campeão brasileiros” , e tantos cânticos que a torcida puxou impublicáveis e tb divertidos. Sim, amigos, eu ri tb com as figuras folclóricas e apaixonadas tanto quanto eu. Revi gente da embaixada fervo-tricolor tb. Conheci Jaime, este que já foi ao Peru numa partida da sula para ver o Bahia. Para mim foi como renascer de novo!

Obrigado ao Bahia, a Gabinho e Lucas que viram meu nome entre os sorteados e a torcida maior do nordeste, a Bamor, pela festa.

Maurício

Pituaçu é do povo do Bahia, Arena!

1 de abril de 2015

Jamais o Estado estaria vinculado a uma cláusula de um contrato dissociada de toda a razão de ser do contrato entre as partes: a isonomia. Jamais o Estado poderia permitir, usando a chantagem da Arena, de forçar o Bahia a aceitar um novo contrato sob coacão de não ceder um bem que é do povo da Bahia, logo da torcida do Bahia, Vitoria e etc.

Para um bom intérprete esse cláusula incide na hipótese do Bahia alegar durante a vigência do contrato com a Arena uma razão injustificada para não jogar na Arena alegando um motivo da ordem como abertura de bares em toda a Fonte Nova. Jamais essa clásula poderia forçar o Bahia a um novo contrato com a Arena sem levar em consideração que o Bania é livre para escolher entre as opções mais vantajosas para si.

O Estado não pode agir para proteger a Arena em desprestígio do Bahia. As situações hipóteticas sobre essa clausula de impedir o Estado de ceder Pituaçu ao Bahia não é deixar um clube baiano sob o completo domínio da Arena para forçar um acerto sem levar em consideração a vontade do Bahia de continuar jogando dentro da Arena!

Será que o Estado negaria Pituaçu em razão de um entrave em uma futura negociação entre Bahia e a Arena para forçar o Bahia a aceitar qualquer bagatela de um consórcio que não respeita a força do nosso clube? Jamais!! Essa cláusula do contrato, uma vez o contrato do Bahia acabando coma Arena no próximo dia 7, extingue-se a obrigação.

Vitória versus Vitória

25 de março de 2015

Quero dar um tempo nas minhas colunas sobre o meu querido Bahia para analisar um fenômeno não tão novo no E.C.Vitória, como no futebol baiano e brasileiro, que é a figura dos oligarcas do futebol. Não é possível que o futebol continue como uma deferência ao passado e acabe por perpetuar estruturas ilegítimas no futebol moderno para presidir os clubes de futebol. O meu espanto é grande quanto a Eurico Miranda no Vasco e agora outros que querem voltar ao futebol. Algo que me parece completamente anacrônico. Confesso desconhecer o pretendente a presidente do E.C.Vitória, mas fazer com que a sua eleição tenha legitimidade não basta ser eleito pelo velho estatuto, haja vista a evolução do futebol e da necessidade da democratização de todas as instâncias abaixo da nossa constituição com a participação popular e a transparência.

Ontem, o meu Bahia sofria uma intervenção traumática, e o clube não conseguiu ainda saudar as dívidas irresponsáveis das gestão dos oligarcas e não saldou a cultura autoritária por trás dos antigos “donos” do clube, todavia o Bahia na última eleição para seu presidente deu uma prova que a melhor maneira de um presidente chegar a ser de fato uma mudança de paradigmas no futebol terá que ser pela via democrática onde o sócio-torcedor, amante do clube indiscutível e desisteressado, possa avaliar o melhor para o seu clube elegendo o seu repressentante para presidi-lo diretamente. Pensar o contrário é uma louvação ao passado, aos saudosos, aos abnegados que militam em todos os quadrantes da nossa sociedade mas que não tem o suficiente entendimento do que seja o futebol moderno.

Espero, como bom torcedor do futebol baiano, que o Vitória se integre a nova mentalidade de gerir o futebol como espaço de participação dos torcedores nas decisões fundamentais do seu clube, necessariamente política. Estranhe quando alguém disser que política dentro do clube não deve ser falada! Fique atento aos que defendem os velhos métodos, pois futebol, política e religião se discutem muito! Não deixe torcedor sua voz ficar calada e sua vontade ser desrespeitada. Se o Bahia conseguiu seguir em frente com milhões em dívidas para um nova era que se avizinha promissora, o Vitória também poderá sonhar com novas formas de atuação política dentro do clube. Não há o que temer senão a falta de coragem e atitude. Que o futebol baiano ganhe com isso tudo e tenha o respeito que merece nacionalmente.

Arrasador: assim o amamos mais, Bahia!

17 de março de 2015

A mística tricolor de goleador e time imabítvel voltou com tudo em campo e fora dele com a democracia. Dentro de campo a torcida do Bahia consegue sair mais feliz do estádio a cada espetáculo de futebol apresentado por seu time. Todos estão jogando bem no time, inclusive o banco de reservas quando é chamados. Esse clima de euforia contrasta com a fragilidade do futebol baiano e da 1ª fase do campeonato do nordeste também muito fraca, todavia não podemos desconsiderar os números do tricolor até agora e o futebol apresentado. O time apresenta notavelmente um futebol ofensivo, intenso e faz uma marcação desde o começo do jogo no campo do adversário.

Fora de campo o Bahia persegue os melhores no mercado para compor sua diretoria executiva. Indiscutéveis nomes de reconhecida competência nacional vão preenchendo as vagas que antes eram bastante sensíveis as críticas e que hoje parecem ter paralisado um pouco o poder da oposição ao presidente Marcelo Santana. Esse começo de temporada nos dá assim a forte impressão que o caminho está bem calçado para que o time consiga bons resultados. Esses laboriosos profissionais fora das quatra linhas devem ser enaltecidos, inclusive a preparação física do Bahia. Creio que há muito tempo não conseguimos um começo de temporada tão promissora no futebol brasileiro. Faz décadas, séculos, que parecia o futebol uma repetição de trinadores que aqui chegavam com uma proposta de futebol muito defensiva e com um plano de integração com a base pouco consistente.

Um outro ponto importante a ser destacado no Bahia que começa o ano embalado é o trio de ataque denominado de “KGB”, Kieza/Gamalho/Biancutti. Esses três atletas estão jogando muito futebol e nos dando um retorno merecido na fé nos nossos artilheiros. Faz muito tempo que o ataque do tricolor não se destacava, buscávamos antes gols de zagueiros e meias defensivos para somar em campo enquanto os atacantes pareciam sempre modestos nos números. Hoje, o ataque do Bahia é enaltecido nacionalmente e no nordeste inteiro, haja vista a boa propaganda e trabalho do pessoal do Esporte Interativo, O Bahia de Maxi agora não tem nada a ver com o do ano passado, e como é bom saber disso tanto em números como em bons espetáculos. Salve Maxi que parecia quase fora do tricolor e foi recuperado pelo Sérgio Soares, um técnico promissor no futebol brasileiro.

PS.: Confesso, Sérgio, minha insegurança em colocar times mistos em jogos decisivos. O Bahia já perdeu vantagens em campoenatos passados por causa de escalações desse tipo nos momentos errados.

Segure o balaio de gols, vitorinha!

26 de fevereiro de 2015

Não seria um jogo atípico contra o Jacuipense que me faria perder a fé nesse elenco do Bahia e no crescimento desse grupo do Bahia. Certamente, ontem, com a avalanche de finalizações no gol da Catuense, o torcedor do Bahia pode reforças a sua fé em um time que joga para frente e no campo do adersário, e quem ataca e procura o gol normalmente a bola entra. Foram só 2 x 0 ontem, mas poderia ter sido 10 x 1, 8 x 2, na realidade não estou muito preocupado com o placar, pois temos muitos jogos para nos alegrar com um ataque invejado até pelos hereges torcedores do Bahia que atormentam a vida dos atletas perto do gramado.

O BaxVi

Não sei como o Barradão depois de tantas melhorias ainda não conseguiu evoluir para receber a torcida visitante. As queixas, o mau tratamento, a dificuldade para estacionar, para pegar ônibus e o pior ainda é correr o risco de ser vítima da violência das gangues organizadas que se aproveitam da falta de estrutura do bairro para receber um clássico como o BaXVi para intimidar a torcida visitante. Peço aos caríssimos policiais o cuidado com os torcedores do Bahia, Principalmente, e do Vitória são pais de famílias, jovens que irão fazer uma festa, não fazer a violência. Todavia, não somos ingênuos de pensar que num meio da multidão nao existirão malfeitores disfarçados de torcedores.

Esse primeiro BaxVi reversa aos torcedores uma ideia de como os times estão. Ainda é cedo para fazer um prognóstico de quem será o campeão baiano. É certo, porém, que quem ganha um BaxVi não pode se queixar de que não está com o time pronto. BaxVi é pura emoção edílica, salvação das almas que se enfrentam para vencer a batalha das batalhas do campeoanto baiano. Essa rivalidade que querem destruir com a tal da torcida única nos estádios e que o torcedor que gosta da festa e do colorido das torcidas deve combater com a velha baianade que nos ensina a não esquentar a cabeça com provocações feito palito de fósforo que queima a cabeça.

Volto ao Bahia e Catuense de ontem

Vcs sabiam que nos anos 80 a Catuense foi o maior adversário do Bahia!? Naquela época o Vitória passava uma crise sem precedentes e o time de uma empresa de ônibus, a Caruense, nos presenteou com jogadors como Bobô, Sandro, Zanata, Naldinho e Luis Henrique. Eram clássicos em que a torcida tricolor viu surgir um rival muito forte e que nos serviria com jogadores – o presidente da Catuense era torcedor do Bahia – que chegariam ao título nacional. Um tempo muito difícil de esquecer quando o futebol baiano tinha muita força, ao contrário de hoje que não possuem nem campo em suas cidades de origem.

PS.: Essa coluna vai para o amigo “Sangue Tricolor”.

Torcedor do Bahia de “zap-zap”

9 de fevereiro de 2015

Esse “zap-zap” é hoje a maior droga existente no mundo. Ela, para compulsivos, como eu, está fazendo com que mesmo dormindo ou num semáforo parado, num filme chato ou esperando os meninos na escola, continuemos a bater-papos sem que possamos dimensionar o quanto de tempo perdido nessa atividade perdemos. Impressionante como o tempo passa sem nos apercebemos com esse “brinquedinho” que o mundo lá fora é o que importa. Acredito que em breve durante um jogo de nossos times possamos dar mais ênfase ao que está passando com os comentários dos torcedores dos times adversários “zoados” no “zap-zap” a perceber cada detalhe do espetáculo de futebol durante o jogo.

Foi numa dessas minhas atividades no “zap-zap” que perdi um dos gols do Bahia contra o Jacobina para brincar com o torcedor do arqui-rival do Vitória. Disse-lhes que eles estavam na fila para levar gols de Kieza, Rômulo, Gabriel “Paulista” e cia. Aliás, como nosso time parece estar amadurendo uma formação ofensiva consistente, enquanto a defesa vem sustentanto bem a postura do time mais à frente armado por Sérgio Soares. A propósito, é ótimo ver os times de Sérgio Soares porque eles jogam com essa intensidade que estamos assistindo nos jogos do Bahia. Podem ver que os jogadores chegam quase sempre ao fim do jogo extenuados ou com caiãbras. A torcida do Bahia agredece, Sérgio!

Quarta-feira o Bahia vai para Maceió onde jogadorá mais uma partida pelo Campeonato do Nordeste; numa partida contra o CRB, um verdadeiro teste para o Bahia que junto com o time alagoano disputará a série “B” do campeonato brasileiro. O Bahia, porém, tem um compromisso de continuar apresentando essa consistência ofensiva e defensiva que vem apresentando. Contra o CRB fora não pode o time abrir mão do seu estilo de jogo para recuar o time e deixar a iniciativa das ações pertencer ao time mandante. Ainda bem que os times de Sérgio Soares, desde que o acompanho, são mesmo ofensivos e não temos riscos de ver um Bahia jogando para trás ou aceitando a pressão de time nenhum dentro ou fora da Fonte Nova.

Hoje, pensei em procurar um profissional médico para saber se tem cura esse vício de “zap-zap”. Creio que profissionais estejam já se preparando para uma geração viciada nesse troço. Os detalhes do jogo do Bahia e do zap-zap nas trasmissões televisivas também já são uma realidade enquanto o jogo está rolando. Confesso, todavia, que isso não ameniza nossa solidão. Acredito que, ao contrário, nossa solidão aumente e nosso tempo esteja sendo consumido com besteiras. O tricolor, o zap-zap e o “face” que me perdoem, mas vou pegar é um cineminha ou vou mais ao parque de diversóes com os meninos. Passei um pouco dos limites. Prometi a mim mesmo que vou dar um fim nisso e voltar a ser um torcedor à moda antiga.

Infantis fora de campo, infantis dentro de campo

2 de fevereiro de 2015

O time do Bahia pós-Hélder e Fahel parece um misto dos infantis e juvenis do E.C.Bahia. A falta de uma pegada mais forte, o faro de cobertura e segurança, o passe e a chegada na área e até a bola aérea no jogo de ontem me fizeram pensar na consistências da linha de meio do Bahia não nessa estréia, mas no jogo do ano passado entre Bahia e Vitória Conquista quando Fahel fazia um gol de cabeça. Vocês podem pensar que estou nostálgico de dois jogadores que não deram ao Bahia o título de campeão brasileiro, mas eu retruco que nos campeonatos de pontos corridos foram os jogadores que mais vezes figuraram como titulares no Bahia e se sustentaram apesar do rodízio de técnicos (Conservador, eu). Sim, hoje sou mais conservador. Não admito um time como o Bahia jogar com tanta displicência e tomar dois gols como se o Conquista convidasse toda a defesa e meia de contenção do tricolor para o recreio escolar e fizesse as crianças mal posicionadas do Bahia dançarem uma musiquinha de Pablo.

Sinto-me bastante decepcionado, não vou mesmo arriscar nenhum otimismo quanto a um time que precisa jogar como jogadores profissionais. O espírito da base deve ficar para trás, a exemplo de Railan que infantilmente colocou a mão na bola para impedir o arremate do jogador do Conquista e ainda foi expulso. Castigo duplo! O Bahia levou o gol e ficou com um jogador a menos. Railan que mostrou em alguns momentos na temporada passada que tinha condições para jogar no tricolor, mas que em alguns outros momentos parecia tão desastrado nos cruzamentos e marcação que me deixava furioso. Essas oscilações são normais, dizem. Mas, não podemos permitir que um jogador continue oscilando muito para que não comprometa um trabalho sério. Ainda bem que ele não jogará a próxima partida e o substituto mostrou que pode encarar o desafio com mais segurança na lateral de campo tricolor. Railan terá outras oportunidades, mas terá que conquistar fora da cota dos juniores no time profissional.

O certo é que tenho dúvidas sobre nossas divisões de base. São elas ao mesmo tempo nosso ouro, ao mesmo tempo que podem por imaturidade comprometer a “perfomance” do time em campo. Creio que chegou a hora de mostrar um equilíbrio maior a exemplo das histórias de Evaristo de Macedo no Bahia que conseguia verificar a maturidade dos jovens para entrar no profissional antes de jogá-los aos leões, Nesse momento Sérgio Soares precisa ter essa clarividência de poupar mais a base para pontualmente lançar os garotos para adquirir maturidade em jogos dentro de casa e no segundo-tempo. Lembro-me de Charles em 1988 que entrava sempre no segundo-tempo e acabou se tornando um dos melhores atacantes do Bahia. Não adianta lançar esses meninos como se eles tivessem nascidos prontos. Jogadores como Neymar são exceções e precisam ainda assim de conquistar a confiança de outros grandes jogadores como fez o garoto do Santos ao se aproximar de Messi.

O pós-Helder e Fahel se mostra difícil para o Bahia armar uma defesa e meio mais consistentes e o Bahia precisa reconquistar sua torcida que anda muito desconfiada. Não existe fórmula pronta para isso, mas vale a honestidade do trabalho a ser incorporado pelos subordinados de Sérgio Soares. A motivação aos novos jogadores que chegam e a vibração dos juniores ainda deve contaminar a torcida, o orgulho de vestir o manto deve ser maior que suas carreiras. Acredito que até Maxi sentiu o peso de vestir a camisa tricolor, todavia é hora de dar a volta por cima e não se deixar abater por uma partida que podia ter sido mais fácil caso o tricolor não aceitasse o convite para bailar numa festa infantil regada com muita música de Pablo.

O Bahia sem Hélder, Diones, Lomba e Fahel é melhor?

12 de janeiro de 2015

Feliz ano novo! Parece já tão velho, né!? Sim, mas a verdade é que estamos começando uma nova temporada nesse ano, os clubes baianos já fazem amistosos, e o meu Bahia jogará contra um clube ucraniano, amistoso que será transmitido para todo o Brasil. Essa bola dentro da nova diretoria começa a me entusiasmar como também com as novas contratações, “noves fora” Jael, o novo “Romagnoli”. Precisamos assinalar que a nossa diretoria vinha trabalhando com muita cautela ao anunciar qualquer jogador, mas pecou em anunciar uma nova contratação, que está cada vez mais distante do Bahia. Jael deverá ir mesmo para o Joinvile, não me iludo com o comprometimento de jogador de futebol, a não ser com nossa base.

O Fazendão tem ex-jogadores do América-MG, time que só não subiu por causa de uma presepada da diretoria mineira. Tchô e Willian somarão aos atletas que aqui ficaram. Para muitos, o Bahia começa uma nova era, a era de “Tchô e cia.”. Fahel, Hélder, Lomba, Souza e Diones ficaram no passado, o único que ficou foi Titi. Teremos agora como saber a relevância de cada jogador do Bahia desse passado recente, mas ficou claro que desses jogadores quem provou para mim que é jogador de série “A” foi Hélder. Não foi à toa que o Coritiba renovou o sem empréstimo. Provou Hélder que foi fundamental para o Coxa permancer na primeira divisão, enquanto o Bahia sem Helder foi rebaixado.

Daqui para frente deveremos pensar, então, num meio de campo com os jogadores Feijão e Bruno “Paulista”, dois ótimos jogadores pouco aproveitados no Brasileirão do ano passado; Bruno só entrou no time titular por causa do afastamento de Uelinton. Essa valorização dos jogadores da base foi anunciada pelo atual Presidente em campanha e ele está certo. contratar pontualmente e valorizar a base são dois principios que devem ser seguidos. Não obstante isso, devemos não nos entusiasmar em demasia com a base. Nas laterais, por exemplo, o Bahia precisará ser reforçado, mas não vi até agora ninguém apontar para a fragilidade e comprometimento para o time dos laterais Railan e Pará.

Quero crer que daqui para a frente o Bahia pense alto em competência e pise mais com os pés no chão. O caso Jael ainda não ficou esclarecido, o que o Bahia devia esclarecer por ser um time grande e que deve uma satisfação à sua torcida. O profissionalismo e a competência são carros chefes de uma boa administração! Mas, não me omitindo sobre erros, assevero a força dessa juventude que assume o Bahia e seu comprometimento em realizar uma gestão que nos propiciará numa nova cultura no futebol baiano. Um time sem grandes estrelas do norte e sul, nem do exterior, avalizados pelo mercado, mas um time comprometido com a formação de um grupo forte, bem treinado e com identificação com a torcida tricolor.


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