Democracia, seja bem-vinda minha linda!

28 de outubro de 2014

“O homem é um animal político”, Aristóteles.

Começo meu texto hoje inaugurando uma série de debates que travarei com vocês aqui no blog sobre os candidatos para a presidência do Bahia. Esse intento é tentar mostrar para o sócio-torcedor o que há de melhor e de dúvidas sobre a candidatura de um ou outro candidato. Mas, antes de começar precisamos fazer um pacto: Vamos elevar o nível do debate para não cairmos no fanatismo de torcedor vazio e achar que o time em campo se resume em torcedores de arquibancada imodestos e dirigentes “espertos”.

Acertado isso, vou esclareçer um outro ponto. Não é preciso ser muito perspicaz para entender que o Bahia cheio de dívidas, sem credibilidade no mercado, com derrotas históricas contra o rival, com o seu o nome sujo e seu patrimônio servindo a interesses escusos não pertence mais a esse momento político por que passa o tricolor – ao pensar em como nossos jovens valores foram parar nas mãos de “espertos” a despeito de utilizarem a marca Bahia fico enojado -, esse fato de vulnerabilidade do Bahia nas mãos de poucos “espertos” não existe mais.

Agora, se inicia um Bahia transparente que se projetará em 3 anos e que seus candidatos são tricolores e cidadãos que não tem medo de disputarem voto a voto a confiança do eleitor. É certo que eles serão criticados, terão seus nomes devassados, mas é para o bem da instituição que a tranparência e esse jogo político da democracia nos impõe. Saber quem são os candidatos e saberem quais suas propostas será fundamental para projetarmos um futuro melhor para o Bahia de glórias que merecemos.

Um candidato ou outro em breve tratarei de destacar aqui e constratá-lo. Quero ver de perto suas propostas! Desde já anuncio que meu candidato será Rui Cordeiro e farei aqui em outras oportunidades consideração da razão de minha escolha.

Certamente, também, estarei em Salvador no próximo de 13 ou 14 para votar em Rui e já comprei minha passagem, Espero que os sócios do Bahia renovem essa esperança na democracia tricolor e participem com sua paixão por esse momento. Não se faz democracia com omissão!

Democratismo no Bahia

23 de outubro de 2014

Diones, gol do título em 2012, foi tratado como inimigo público Do Bahia. Decisivo para um time do Sul nesse campeonato, o time de Diones hoje empatou com o SP. Time do ex-Bahia está fora da zona!

Helde, ex-Bahia, foi decisivo para coxa nesse campeonato muitas vezes e hoje dorme fora do Z4. Nesse momento ano passado o Bahia já tinha reagido e não durmia tantas noites na degola.

Marcão, culpado por tudo no Bahia e que não jogava nada, é um jogador hoje elogiado noutro time do Sul, o Figueira? Sim, um jogador decisivo. Marcão, um velho conhecido, foi outro exemplo aqui no fórum de perseguição.

Cristoavam, outro odiado pelas panelinha do democratismo do fórum, levou Hleder, Titi, “a panelinha”, a mais um ano do Bahia na série “A” em plena intervenção. Levou o time no diálogo, pois dinhero na conta não tinha.

Veio Leo Gago, elogiado por muitos como grande meia que chutava muito bem fora da área. Seria o substituto de Helder ideal. Diones saiu, Hélde idem, mas veio Uelinton “barril”, e com um lance e outro, tem o respaldo da panelinha de torcedor “corneteiro” por seu particular modo de estar no Z4.Mas, Diones para muitos é melhor longe fazendo gol para a felicidade dos adversários do Bahia.

O democratismo venceu aqui em Salvsdor e tinha artérias que aqui se alimentavam dele no Bshia. Levaram para o clube a voz da internet, da visão que dispensava proficiências nos resultados. Preferiram recrutar valores com a gritaria na sua expetativa futurista de uma Linertadorses. O Bahia que era Libertsdores 2015 para alguns!

Muitos diziam em sua arrogância: “nao comemoro permanência em série A”, “Meu Bahia tem agora voz e essas misérias não vão mais ficar aqui no meu time”. Referiam-se assim a Diones, Hélder, Marcao, Ananias… A Voz das Arquibancadas virou referência pela ingratidão contra jogadores que deram seu sangue e também contra um baiano treinador que chegou e conduziu um time tecnicamente inferior ao atual.

Nada de querer Marcão, jogou na Bahia, não prestava para muitos por ter jogodo no Ipitanga. O disfarce de complexo de vira-lata não aguentaria Marcão por muito tempo no nosso clube.

Hélder fora então em vários anos o mais perseguido pelos esnobes. Foi o jogador que ganhava as bolas, passava, lançava, mas no Bahia não prestava para um clube democratizado hoje com Léo Gago como referência.

Democratismo não é democracia, assim como a voz do povo é a voz do senso-comum apenas. Cheia de impressões falsas e alargadas por motivos inconscientes.

ST!

O Bahia acima de tudo

17 de setembro de 2014

Quem é situação no Bahia? Quem será oposição no Bahia? O certo, hoje, é que ninguém quer assumir a responsabilidade pelo “pepino” de um clube próximo de ser rebaixado. Todos se enquadram no direito de responsabilizar as más contratações pelo departamento de futebol numa adminiatração que não tem padrinhos. Afinal, quem está no comando do E.C.Bahia?

Sabemos que somente uma conjuntura política e institucional poderia derrubar o familismo acéfalo e infâme das administrações anteriores, porém, vencida esta etapa e construída a transição, é preciso restaurar a veia oposicionista no Bahia e identificar os erros da administração atual. O poder de fiscalizar e cobrar ficou em segundo plano para muita gente e gerou ressentimento em outros por cobranças “excessivas”.

É bom que o Bahia não perca a virtude de cobrar de seus dirigentes a responsabilidade por falhas identificáveis no departamento de futebol. Tres diretores de futebol passaram pelo Bahia e resposabilidade por isso deve ser cobrada do presidente e de quem indicou os nomes dos respectivos diretores de futebol. Outras propostas de gestão do futebol, então precisam ser discutidas com coragem e sem personalismo para gerar programas de gestão de futebol.

Por isso, o presidente aparentemente perdido e grupos de conselheiros se bicando formam uma cena shekespeariana com a disputa de poder que culminaram com o pedido de demissão da antes unanimidade no Bahia, o Dr. Reub Celestino. A defesa pelo nome de Reub gerou acirramento de ânimos que se exaltaram e provocaram ressentimentos em tricolores que hoje não conseguiriam sentar numa mesa de bar para conversar entre amigos como faziam antes da intervenção.

O excercício da democracia não é mesmo uma reunião de amigos para tirar alguém do poder. A democracia é uma forma de gerir conflitos. Assim, o problema agora só será resolvido democraticamente se as forças de antes da intervenção entenderem que existem interesses que ganham com essa briga entre conselheiros e sócios em nome de personagens que por mais que mereçam respeito não deveriam distanciar os tricolores dos interesses do tricolor.

Xô melancolia!

26 de agosto de 2014

Fui tragado pela onda de melancolia e acabei parando num fórum do Bahia. Lá encontrei irmãos de tristeza a sofrer por antecedência mais um rebaixamento do Bahia. Foi então que percebi que o único ser na natureza que morre de véspera é o “peru” e Jesus Cristo. Como então tava tudo tão cinza na vida do tricolor? A verdade é que os tricolores não são nem Jesus e nem um peru, não é uma coisa e nem a outra.

Voltei então a minha razão e  resolvi escrever algumas linhas para me motivar, pois ainda falta 50% do campeonato para o tricolor  encontrar seu melhor futebol. Pensei em como estávamos otimistas no primeiro semestre, antes da Copa do Mundo. Tínhamos o artilheiro do arqui-rival e ainda viria um camisa 10 para o tricolor que justificaria nossas preces para alcançarmos novamente a Taça Libertadores das Américas. Fiquei a matutar onde nos perdemos?

Os tricolores mais pessimistas naquele momento de euforia eram escassos. Eles pareciam felizes como todos nós humanos! Até os pessimistas não perderam a esperança naquele momento de um Bahia em 2015 na Libertadores. Na verdade, todos nós estávamos embebidos da euforia da abertura do nosso clube para o torcedor, finalmente a felicidade de um clube grande chegaria ao predestinado time da Bahia. Parecia tudo tão fácil que esquecemos que a democracia era um meio, que contratações podem não render e contratos não prendem jogador.

O sonho, porém, não acabou. A melancolia deverá passar em breve, basta o tricolor ganhar 3 seguidas. Não é fácil, mas é possível caso os jogadores comecem a arriscar mais um pouquinho e saiam dessa vontade de justificar empates. Num campeonato, então, de pontos corridos, com uma vitória valendo 3 pontos, 9 pontos na próxima rodada colocarão o Bahia na metade da tabela. Afinal, os jogadores do Bahia precisam acreditar mais neles mesmo para o torcedor ter vontade de voltar a campo para incentivar.

 

 

Xô covardia! Para cima do “timinho”!

11 de agosto de 2014

As coisas do mundo acontecem com certa regularidade e repetição, porém a história mostra que existem farsas por trás de muitas mudanças. Outra coisa diferente é o futebol de Fahel com sua regularidade impressionante. Certamente, eu não o escalaria para o baba de sábado e colocaria Feijão, mas para minha surpresa Fahel, sempre pela sua regularidade, consegue o “bicho” para os seus colegas numa jogada de cruzamento na área. Fico feliz de que Charles tenha colocado Fahel em campo, todavia gostaria de ver o Bahia com mais jogadores da base. Por que não experimentar Feijão e Fahel juntos? Os jogadores da base do Bahia são diferenciados e merecem atenção do treinador.

O Bahia que jogou contra o Goíás podia ter saído com mais um empate se não fosse Fahel, é verdade, mas, o tricolor, vem apresentando alguma evolução. Marcos Aurélio é um ótimo jogador e bate bem na bola, essa habilidade do jogador junto com o poder de finalização de Fahel e Kieza nos cruzamentos na área podem redundar em muitos gols para o Bahia. A repetição dessas jogadas dependem também do meio de campo do Bahia se aproximar da área como fez no 1ª tempo de jogo em que criou boas oportunidades e podia sair até com um placar mais favorável, pelo menos com 2 gols de vantagem.

Quanto ao segundo-tempo de jogo eu não tenho muito o que dizer quanto ao que estamos acostumados a assistir quando o time cansa. O Goiás dessa vez foi quem tomou a iniciativa do jogo e anulou o ataque tricolor. Veio o sufoco com o Goiás muito perto de empatar a partida pelo menos duas vezes, enquanto o criticado Lomba salvada o tricolor debaixo da trave. Esse cansaço do Bahia é natural, o que não pode o tricolor se acostumar é aceitar com passividade a frequência dos ataques à sua área. Não nos encontramos com um contra-ataque eficiente, a bola voltava sempre para o ataque do Goiás, isso o que estamos acostumados a ver.

As mudanças no Bahia precisam continuar a acontecer, o contra-ataque melhorar e os laterais também jogarem com mais atenção, precisamente Guilherme, este parece com Roberto Carlos quando levanta o short para mostrar a musculatura da perna, mas não tem a perfeição nos cruzamentos de Roberto e ás vezes parece querer entregar o ouro ao bandido. Acredito que as mudanças para melhor continuarão e o que deve ser repetido melhorar a constância com que acontecem. O “corintia” que se cuide!

Foda-se a Copa do Brasil!

7 de agosto de 2014

O Bahia superestimou algumas contratações e subestimou jogadores da base na era de Marquinhos Santos, isso ficou claro para mim ontem quando nosso novo treinador Charles, ídolo tricolor, colocou em campo um time mesclado de jovens talentos tricolores e jogadores que aqui chegaram para serem titulares absolutos. E como foi interessante ver o Bahia ontem jogar com Raylan e Feijão, ver que Maxi é só um jogador mediano e testar o garoto de cabelo louro que entrou “pra torar”, como falam aqui em Recife.

Ontem, meu tricolor jogou com gana, com vibração de vencedor, o que de fato construiu através de jogadores não tão sensacionais como a torcida pensava quando o Bahia gerou no seu torcedor uma expectativa exagerada com Maxi e Romagnoli, que sequer chegou. O que vi foi Charles com coragem tirar um peso muito grande de alguns jogadores, e disse no canal fechado que queria sobretudo jogar com um grupo em razão de que nenhum jogador tinha posição previamente consolidada no Bahia que armou.

Com isso o inteligente treinador tricolor tirou um peso do tamanho de um “boing” dos jogadores aqui formados e dos novos contratados. Ressaltou ainda Charles a glória de jogar num time grande como jogador que foi e a sua ideia de fazer desse grupo buscar sempre o triunfo com qualquer time que estiver no momento em campo. O discurso lembrou-me o mestre Evaristo de Macedo que deixava sempre Osmar e Charles no Bahia loucos para entrar, e quando entravam saiam arrebentando as defesas.

Ressalto que sábado como o estrategista Charles pontuou é o jogo em que a torcida deverá comparecer em massa. Antes, o Bahia vivia dos sonhos de um treinador que achava que a Copa do Brasil era prioridade, agora com os pés no chão temos que aceitar o momento de superar as falsas expectativas. O que Charles recuperou já em espírito de grupo e deu valor à nossa base já valem para pagar o ingresso de sábado. Afinal, o Bahia é um clube de vencedores! Embora sem contar com “Pelé”, tinha Beijoca, Baico e Sapatão que conseguiram parar talentos individuais como Mário Sérgio e André Catimba.

Esse Bahia não é democrático, Sr. Valton!

24 de julho de 2014

Estamos sem vencer faz 9 jogos. Num passado não tão recente, o Bahia antes que alcançasse 4 jogos consecutivos sem ganhar sofria com sua torcida juntos pela perda de um técnico amoroso e querido como Titio Fantoni. Mas, este Bahia que demitia técnicos bons temia algo pior: a desmoralização da nação tricolor que estima ser um time de vencedores. Esse temor fazia com que jogadores e técnicos que aqui chegavam temessem a reação da torcida a uma sequencia de maus resultados. Não sei como esse bom passado foi esquecido pelos atuais dirigentes, talvez um pouco mais velhos que eu, sobre o temor que a torcida do Bahia impunha a qualquer jogador e técnico sem espírito de Bahia, espírito de vencedor.

Um outro dado curioso é que o tricolor jamais deixou de ouvir sua torcida nos estádios. Futebol é democracia de estádio também quando imitando as ágoras gregas fazíamos um técnico ruir e os jogadores tremerem. Nós fazíamos mesmo a diferença com técnico sem resultado! Eles, os técnicos, agradavam a torcida pesquisando qual a escalação favorita, ouvia os gritos da turma e sacava os pernas de pau do campo. Esse respeito pela torcida era um fundador da cultura do futebol brasileiro que em seu excesso de “democracismo” fazia com que o técnico de futebol agisse como um palhaço em campo. Conhecemos palhaços de prancheta e outros estilos também folclóricos.

Numa reação a esse excesso da cultura de técnicos que entram e saem do clube importaram um conceito importante de outra cultura sem sensibilidade à nossa própria cultura, que não priorizava a estabilidade para um técnico de futebol desenvolver suas ideias. Os técnicos não conseguiam permanecer no cargo por causa da pressão da torcida ou a força dos resultados, chegaram a essa conclusão apressadamente. O problema é outro! Nossos técnicos é que são ruins. Não estão a altura da nosso futebol e por isso estamos importando técnicos com conceitos e formas de treinamento novos. Essa é a realidade do futebol brasileiro.

É certo que muitas vezes funciona mudar de técnico e experimentar uma alternativa a uma campanha desastrada cujo destino era o fracasso como também nossa cultura não estava errada posto fundamentada na falta de competência de nossos técnicos de futebol. Claro que o princípio sobre o qual se sustentam técnicos por longas temporadas no futebol internacional responde a um princípio que o técnico profissional detém por causa de sua competência comprovada. No Brasil não temos isso, não podemos deixar que responsabilidade tão grande em um técnico tão jovem. Essa distância entre esse idealismo e a realidade mata nosso tricolor.

Hoje, a sensação que tenho é que a democracia no Bahia foi uma democracia comprometida com a elitização do futebol brasileiro. Transformando a democracia das arquibancadas em sócios muito parecem agir contra a história do Bahia da democracia da arquibancada que dizia em alto e bom som o que esperava de um técnico. Não adianta fingir essa elitização das arquibancadas, é uma realidade. Precisamos é procurar um meio termo entre essa ditadura do departamento de futebol do Bahia e a cultura das arquibancadas que foi expulsa do Bahia por falta de respeito a cultura do futebol baiano e do Bahia.

Max e Fred, cara e coroa da mesma moeda

17 de julho de 2014

Max fez um gol e Fred também, o fato de atuarem em duas paixões nacionais, o Bahia e a seleção, e não corresponderem ao que já fizeram no passado, são semelhanças apontadas por um poeta confrade tricolor que ousei trazer para vocês. Escrever sobre o baixo rendimento de Max é um dever moral hoje para um torcedor do Bahia, afinal do que vive Max hoje no Bahia? Ele não conseguiu vestir a camisa tricolor com os mesmos resultados do rival por problemas emocionais como alguns sugerem ou o Bahia terá que ter um time que esteja á altura do jogador argentino do Bahia?

A Copa do mundo realizou poucas partidas em um mês com Fred e o seu gol solitário, enquanto Max em alguns messes no tricolor só conseguiu um gol. Alguma coisa está errada e a tolerância no comando do Bahia aceitou isso com naturalidade, a falta de resultados é o ponto. É verdade, tomamos duas goleadas históricas contra o Vitória, mas reagimos e vencemos o campeonato baiano. Mas, o campeonato brasileiro disputado pelo Bahia com Max, nosso Fred, pode se prolongar com a versão baiana de “one man, one gol”,  como se isso fosse razoável para muitos.

Fred pelo menos no seu clube conseguiu conquistas importantes e faz gol para chuchu. No Bahia Max deixou o seu futebol de lado e agora como desculpa espera um time à sua altura como no Vitória? Sinceramente, o baixo rendimento de Max e companhia não é somente a falta de uma boa equipe. O problema agora quando fazemos nossa pior campanha desse recente brasileiro de pontos corridos e os recordes negativos é a omissão de toda a diretoria.

Alguém não consegue entender que a filosofia pode resgatar valores importantes, mas tem seus limites aos fins práticos de uma agremiação de futebol que vive de resultados. Queremos um time, temos jogadores, mas não conseguimos ver espírito competitivo nesse time e o campeonato está em andamento. A impressão que fica é de que o time não tem treinado suficiente, não precisa dar satisfação e tem sua incompetência tolerada por quem deveria cobrar resultados práticos.

O lado moleque da seleção alemã

9 de julho de 2014

Antes de começar a Copa, eu vi num semblante confiante e alegre uma seleção que, ao contrário dos padrões europeus, frios e calculistas, procurou encontrar a satisfação de viver o momento da Copa com alegria, colocou a ambição de conquistá-la ao lado de aprender coisas novas num povoado de pessoas simples onde eles construíram seu centro de treinamento aclimatando-se as temperaturas dos jogos. Passearam de barco, treinaram às 13 horas, a seleção alemã assim nos conquistou vivendo cada momento como se deve viver sem perder o sorriso no rosto.

Do outro lado do Brasil, num lugar insosso, com muita pompa e regrinhas demais, estavam jogadores tensos e que aparentavam em alguns momentos sentir o peso de uma missão deixada para trás em 1950 para eles conquistarem hoje. Não podia dar certo mesmo para nossa seleção com tantos semblantes tensos e chorões ganhar qualquer coisa nessas condições de falta de prazer ao realizar um ofício que antes de tudo deve ser realizado com alegria de moleques. E foi justamente essa alegria no rosto de moleques, de crianças livres e felizes, que vi o time alemão viver e sobrar em contrate com nosso escrete pesado na alma.

A imagem que ficará para mim é o do semblante feliz da garotada alemã. Eles cativaram a nação tricolor e nós legaram ainda um centro de treinamento de excelência. Provavelmente depois da Copa os alemães deverão vir a Bahia conhecer o tricolor baiano e Santa Cruz de Cabrália que inspirou os jogadores alemães. Espero em breve também conhecer a Alemanha revivida de alegria e paz duradoura como seu melhor filósofo, Emanuel Kant, sonhou de sua cidade para o mundo. A paz perpétua alemã para sempre e boa vontade para os homens de coração alegre!

Da horda à presidência do Bahia

10 de junho de 2014

Mataram o chefe da tribo, comeram seu corpo, distribuíram o poder entre irmãos e ficaram saciados? Nada disso! “Da horda ao Estado” de Eugène Henriques nos dá a exata noção de que estamos condenados por uma neurose primordial. O método psicanalítico conclui sobre essa tensão entre os grupos que, mesmo depois do assassinato do chefe e a distribuição de seu poder entre irmãos, a tensão da busca pelo poder persegue o homem constantemente.

O vínculo libidinal, o narcisismo e a onipotência do pensamento constituiriam as ameaças e as possibilidades do poder do chefe assassinado distribuído entre irmãos ao transformar o poder num “pai”, não só mais um chefe a ser assassinado”, mas um pai com função amorosa na formação de estruturas comunitárias sólidas, embora a tensão seja uma marca de qualquer grupo e a sua desintegração a qualquer momento.

Assim, amigos, está o Bahia ameaçado por narcisismos e busca pelo poder. Felizmente, não há mais um “chefe” ruim a ser assassinado, mas um “pai” amoroso na figura do nosso presidente Fenando Schmidt que merece o elogio dos tricolores. É legítimos entre irmãos, a ABL e a RT, um pouco de ciúmes, busca de espaço e mais poder, o que não pode é os grupos irmãos trasbordarem para a neurose da onipotência do pensamento que se bastem. É preciso que retomem os vínculos inaugurais e os compromissos assumidos para a ressurreição de um gigante chamado Bahia.

Quero acreditar que os vínculos libidinais não sejam substituídos por identificações e modelos não condizentes com o objeto de cobiça em comum. O controle do poder pelos seus governantes exige também renúncias em nome das leis impessoais. A ABL não é arquiteta sozinha desse estágio evolutivo que foi construído no nosso clube. Somos sócios, irmãos, conselheiros e estamos no mesmo barco.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 296 outros seguidores