Max e Fred, cara e coroa da mesma moeda

17 de julho de 2014

Max fez um gol e Fred também, o fato de atuarem em duas paixões nacionais, o Bahia e a seleção, e não corresponderem ao que já fizeram no passado, são semelhanças apontadas por um poeta confrade tricolor que ousei trazer para vocês. Escrever sobre o baixo rendimento de Max é um dever moral hoje para um torcedor do Bahia, afinal do que vive Max hoje no Bahia? Ele não conseguiu vestir a camisa tricolor com os mesmos resultados do rival por problemas emocionais como alguns sugerem ou o Bahia terá que ter um time que esteja á altura do jogador argentino do Bahia?

A Copa do mundo realizou poucas partidas em um mês com Fred e o seu gol solitário, enquanto Max em alguns messes no tricolor só conseguiu um gol. Alguma coisa está errada e a tolerância no comando do Bahia aceitou isso com naturalidade, a falta de resultados é o ponto. É verdade, tomamos duas goleadas históricas contra o Vitória, mas reagimos e vencemos o campeonato baiano. Mas, o campeonato brasileiro disputado pelo Bahia com Max, nosso Fred, pode se prolongar com a versão baiana de “one man, one gol”,  como se isso fosse razoável para muitos.

Fred pelo menos no seu clube conseguiu conquistas importantes e faz gol para chuchu. No Bahia Max deixou o seu futebol de lado e agora como desculpa espera um time à sua altura como no Vitória? Sinceramente, o baixo rendimento de Max e companhia não é somente a falta de uma boa equipe. O problema agora quando fazemos nossa pior campanha desse recente brasileiro de pontos corridos e os recordes negativos é a omissão de toda a diretoria.

Alguém não consegue entender que a filosofia pode resgatar valores importantes, mas tem seus limites aos fins práticos de uma agremiação de futebol que vive de resultados. Queremos um time, temos jogadores, mas não conseguimos ver espírito competitivo nesse time e o campeonato está em andamento. A impressão que fica é de que o time não tem treinado suficiente, não precisa dar satisfação e tem sua incompetência tolerada por quem deveria cobrar resultados práticos.

O lado moleque da seleção alemã

9 de julho de 2014

Antes de começar a Copa, eu vi num semblante confiante e alegre uma seleção que, ao contrário dos padrões europeus, frios e calculistas, procurou encontrar a satisfação de viver o momento da Copa com alegria, colocou a ambição de conquistá-la ao lado de aprender coisas novas num povoado de pessoas simples onde eles construíram seu centro de treinamento aclimatando-se as temperaturas dos jogos. Passearam de barco, treinaram às 13 horas, a seleção alemã assim nos conquistou vivendo cada momento como se deve viver sem perder o sorriso no rosto.

Do outro lado do Brasil, num lugar insosso, com muita pompa e regrinhas demais, estavam jogadores tensos e que aparentavam em alguns momentos sentir o peso de uma missão deixada para trás em 1950 para eles conquistarem hoje. Não podia dar certo mesmo para nossa seleção com tantos semblantes tensos e chorões ganhar qualquer coisa nessas condições de falta de prazer ao realizar um ofício que antes de tudo deve ser realizado com alegria de moleques. E foi justamente essa alegria no rosto de moleques, de crianças livres e felizes, que vi o time alemão viver e sobrar em contrate com nosso escrete pesado na alma.

A imagem que ficará para mim é o do semblante feliz da garotada alemã. Eles cativaram a nação tricolor e nós legaram ainda um centro de treinamento de excelência. Provavelmente depois da Copa os alemães deverão vir a Bahia conhecer o tricolor baiano e Santa Cruz de Cabrália que inspirou os jogadores alemães. Espero em breve também conhecer a Alemanha revivida de alegria e paz duradoura como seu melhor filósofo, Emanuel Kant, sonhou de sua cidade para o mundo. A paz perpétua alemã para sempre e boa vontade para os homens de coração alegre!

Da horda à presidência do Bahia

10 de junho de 2014

Mataram o chefe da tribo, comeram seu corpo, distribuíram o poder entre irmãos e ficaram saciados? Nada disso! “Da horda ao Estado” de Eugène Henriques nos dá a exata noção de que estamos condenados por uma neurose primordial. O método psicanalítico conclui sobre essa tensão entre os grupos que, mesmo depois do assassinato do chefe e a distribuição de seu poder entre irmãos, a tensão da busca pelo poder persegue o homem constantemente.

O vínculo libidinal, o narcisismo e a onipotência do pensamento constituiriam as ameaças e as possibilidades do poder do chefe assassinado distribuído entre irmãos ao transformar o poder num “pai”, não só mais um chefe a ser assassinado”, mas um pai com função amorosa na formação de estruturas comunitárias sólidas, embora a tensão seja uma marca de qualquer grupo e a sua desintegração a qualquer momento.

Assim, amigos, está o Bahia ameaçado por narcisismos e busca pelo poder. Felizmente, não há mais um “chefe” ruim a ser assassinado, mas um “pai” amoroso na figura do nosso presidente Fenando Schmidt que merece o elogio dos tricolores. É legítimos entre irmãos, a ABL e a RT, um pouco de ciúmes, busca de espaço e mais poder, o que não pode é os grupos irmãos trasbordarem para a neurose da onipotência do pensamento que se bastem. É preciso que retomem os vínculos inaugurais e os compromissos assumidos para a ressurreição de um gigante chamado Bahia.

Quero acreditar que os vínculos libidinais não sejam substituídos por identificações e modelos não condizentes com o objeto de cobiça em comum. O controle do poder pelos seus governantes exige também renúncias em nome das leis impessoais. A ABL não é arquiteta sozinha desse estágio evolutivo que foi construído no nosso clube. Somos sócios, irmãos, conselheiros e estamos no mesmo barco.

Arbitragem ganhou o jogo para o Sport

5 de junho de 2014

O que aconteceu ontem na Ilha do Retiro foi muito grave para quem faz futebol profissional. O árbitro errou clamorosamente num lance fácil e que não dava azo a interpretação contrária. O goleiro do Sport atingiu o lateral tricolor numa entrada “criminosa” e o jogador do Bahia se projetava para fazer o gol, o arqueiro rubro-negro era o último homem. A regra é muito clara quando impõe uma sanção mais dura com expulsão ao goleiro e sua desclassificação do jogo. Porém, o árbitro do jogo não viu assim, ele apenas deu o cartão-amareço ao jogador do Sport.

Um termômetro que uso para julgar esse jogo foi o da própria torcida do Sport que se surpreendeu com o favorecimento à sua equipe. Chego ao trabalho e os colegas elogiam Talisca como também ressaltaram a má arbitragem que favoreceu a equipe local. O torcedor brasileiro é generoso, ao contrário do que dizem, gostamos de ganhar limpamente. O próprio favorecido pela péssima arbitragem ressaltava o jogo ganho mais em função da péssima arbitragem e ainda ressaltava o bom futebol tricolor. Podíamos até sair da Ilha com um resultado melhor.

Ao final, a realidade se impõe e estamos a 6 partidas sem vencer, com 4 derrotas consecutivas. Independentemente da arbitragem o ataque tricolor é inoperante. A um ponto da zona do rebaixamento teremos um mês para conseguir um centro-avante. Não temos tido poderio ofensivo, pois sem Rayner e Linconl ficamos sem substitutos a altura. Trouxeram Barbio, que tem entrado bem, mas está claro que falta um centro-avante que preocupe a defesa adversária e faça os gols. Max no Vitória tinha ao seu lado Dinei e Escudero. O que faremos daqui para a frente definirá nossa vida no campeonato.

A arbitragem foi decisiva para o resultado, modificou claramente o jogo e determinou esse sequência negativa do Bahia. Agora, a torcida tricolor espera uma reação a altura dentro e fora do campo da diretoria tricolor. Uma resposta contra a arbitragem de ontem seria de bom tom para começar. O time que perde nem sempre reclama por inconformidade com o resultado. Mais do que simples inconformidade o Bahia precisa reclamar por justiça para que esse árbitro seja punido como exemplo de sua péssima arbitragem.

O técnico foi frouxo

2 de junho de 2014

O Chapecoense estava atrás do Bahia na classificação, o Bahia melhor posicionado poderia sair com até um empate e ficaria a frente do time catarienense. E Marquinhos Santos armou o time para empatar. Colocou um time muito mais recuado, com nossos laterais subindo muito pouco ao ataque. O time ficou sem velocidade e com jogadas apenas pelo meio facilmente contidas. Barbio no Banco e somente Talisca e Max para resolver os problemas ofensivos do time estiveram isolado e sem brilho.

Pitoni mais uma vez errava tudo. Pergunto aos leitores: alguém que vê tanto brilho em Pitoni e nenhum em Hélder só pode ser orgulhoso demais para admitir a carência de criação que o time passa com a saída de Hélder. Pitoni deveria fazer essa ligação que Hélder fazia mas não tem tido êxito. Moraes saiu, deixou uma lacuna que fora mitigada com as boas assistência de Hélder. Todavia, temos alternativas: podemos ir adiante com Pitoni ou puxar Talisca para o meio com Henrique e Barbio mais livres. Decididamente perdi a paciência com Max.

O Bahia tem somente 8 pontos, está a 1 ponto da zona de rebaixamento e o pior: está faltando humildade e vibração, espírito de grupo. A vaidade tem subido à cabeça do jovem Talisca, que é um bom jogador, mas não é toda essa maravilha que andaram pintando por aí como um novo “Pelé”. Um jogador que tem potencial, não tenho dúvida, mas que precisa achar mais os companheiros para passar a bola. Tem chutados bolas sem tanta convocação quando poderia trabalhar melhor a bola. Ainda aguardo uma nova boa atuação do jovem tricolor.

O erro de Marquinhos Santos foi crer que poderia sair com um empate em Chapecó, armou mal o time, mas pode voltar a armar um time mais ofensivo contra o Sport na quarta e apagar a má impressão das ultimas rodadas quando o tricolor jogou pedra em santo de tão ruim que foram as últimas apresentações com 3 derrotas consecutivas. Passou do momento de reagir!

Minha seleção é o Bahia

28 de maio de 2014

Claro, vou torcer pelo Brasil, mas minha seleção é o Bahia. Não me preocupa tanto o fato da seleção perder o mundial quanto ao fato da necessidade do tricolor ganhar do Santos e voltar a convencer a torcida. Tudo bem, a seleção vai jogar em tapetes, o Bahia, não. Porém, o tricolor não tem “coxinhas” com a camisa de sua seleção ao mesmo tempo que dizem boicotar a Copa. Isso é um ponto positivo, pois de contradição já basta Ronaldo. Tenho certeza absolta que o Bahia tem somente ferrenhos tricolores doidos para cantar o som do hino do Bahia em tom de orgulho.

Hoje, acordei com essa necessidade de emplacar um elogio a Copa e ao Bahia. Não vejo como você torcer para uma seleção brasileira sem jogadores do Bahia! Porém, temos jogadores que surgiram na Bahia para o mundo e temos torcedor do Bahia entre o escrete que será Campeão do Mundo. Será muito bom ver a bandeira do Bahia também nas arquibancadas durante os jogos. Sabia que para os jogos mais disputados não tem ingressos? Tentei comprar nessa última leva de ingressos o meu e não consegui. Acreditei que sobrariam ingressos, mas não tem mais muitos ingressos disponíveis até para lugares mais baratos em jogos não muito procurados.

E Ronaldo “o fenômeno”? Que papelão! O sujeito participou do comitê organizador da Copa, esnobou Romário, depois agora vem com um discurso de quem comeu bem e não gostou. Esse Ronaldo anda trocando figurinhas com Aécio no álbum da seleção, devem ter se magoado com a dificuldade para encontrar as figurinhas mais cobiçada do álbum. Esses políticos e nossos jogadores empresário e suas saídas à noite são sempre matéria de jornal. Um playboy que quer ser presidente e um jogador “coxinha” como seu candidato a vice-presidente.

Voltando a seleção e ao maior do mundo, o Bahia, creio que jogar em Feira será um martírio, mas quem não pode escolher um palco na Bahia, tem que jogar mesmo em pasto. Não temos estádios no interior do estádio aptos. Talvez os “coxinha” até pensem que isso é um sintoma positivo do progressista interior da Bahia ( só rindo). Ademais, agora, soube que o meia do San Lorenzo não vem mais, acredito que ele soube algo sobre os campos do interior da Bahia e ficou por lá mesmo.

Tenham um bom dia de trabalho!

Você vacilou, Marquinhos!!!

25 de maio de 2014

Não errou diretamente pelo gol aos 3 minutos o técnico tricolor, uma vez que o time entrou claramente com o freio de mão puxado. Ele errou foi durante todo o primeiro-tempo quando viu o domínio do Flu. Ele abdicou de um atacante para ver o time de Cristóvão praticamente passear. Quando viu que fizera uma besteira, tirou o homem errado. Uélinton deveria sair para dar lugar a Barbio, que jogou muito bem. Um jogo onde Marquinhos Santos entregou a Cristóvão um Bahia com a possibilidade de jogar de igual para igual com um time que se poupou.

O Bahia que perdeu o jogo ao meu ver. Um resultado construído aos 3 minutos pelo Flu, que podia sair com um pontinho somente se não fosse o excesso de gols perdidos pelo tricolor baiano no segundo-tempo. Mérito da defesa carioca que conseguiu anular a maior parte de tempo o jogo do Bahia, principalmente no primeiro-tempo de jogo. O Bahia, agora, pode cair na tabela, perder a chama que estava bonita entre a torcida e o time. Jogar com um time recuado como o Bahia jogou a etapa inicial do jogo tem um efeito desastroso no humor do torcedor que não gosta de perder para um time que se poupou.

Pior que essa derrota é ver um treinador com medo de um time que não foi para a série “B” por causa do “tapetão”. O treinador é uma peça importante da fé que a torcida deposita no time. Espero que Marquinhos peça desculpas a torcida e nunca mais entre em campo com uma postura de time pequeno. Jogar mais uma vez desse jeito pode significar uma covardia excessiva e não uma precaução. Creio que o segundo-tempo dos últimos dois jogos possam servir de lição ao jovem treinador de Foz do Iguaçu.

O estorvo de uma federação contra uma nação

14 de maio de 2014

Causou-me espanto e a nação tricolor o ato da Federação Pernambucana de barrar a torcida Bamor na Ilha do Retiro além de exigir ao torcedor tricolor que faça prova que torce para o Tricolor de Aço para evitar a infiltração de torcedores do Santa Cruz. Os torcedores visitantes segundo a nota dos pernambucanos terão que provar “ligação efetiva e documental com o tricolor de aço.” Eu não interpretei essa última parte da nota com seriedade.

Nunca vi algo assim em toda minha vida, algo completamente draconiano, no futebol. Eu, torcedor do Bahia, que vivo em Recife faz 25 anos e tenho dois filhos pernambucanos, terei que apresentar que tipo de documento para adquirir ingressos? Trata-se de uma brincadeira de mal gosto, como foi a do Bahia ao ironizar a data de fundação do Vitória e do Sport, ou estamos instados a reagir judicialmente contra medida completamente abusiva.

Todavia, se a medida fosse extensiva a qualquer organizada talvez valesse a pena, mas quando exigem documentos que exigam deste ou aquele torcedor documento hábil de prova documental como prova de ser torcedor do Bahia, acabam por tornar o ato lesivo e contrário a lei máxima do pais e ao estatuto do torcedor. Apurar o desrespeito ao torcedor devidamente, dado o constraginmento ilegal do desicionismo da Federação, é uma medida urgente.

Penso que nós tricolores jamais devamos fazer tal exemplo de norma em represária aos pernambucanos no jogo de volta. Não confundamos a Federação Pernambuncana com o torcedor pernambucano. Tais gestos são ungidos por burocratas que possuem uma autoridade quase fictícia, mas mesmo assim acreditam ser donos do negócio futebol. O futebol infelizmente continua dependendo dessa burocracia de federações, mas o dia que os clubes de futebol se unirem defenestram esses dirigentes sem qualquer problema.

Souza desleal e Pará herói marcaram o BaxVi

12 de maio de 2014

A lealdade de Pará venceu a covardia de Souza. Num jogo com dois lances desleais Souza levara Uelinton a ser expulso do jogo injustamente. Essa foi a tônica dos últimos dois jogos do tricolor: perdeu jogadores importante mas conseguiu se superar. A história da expulsão de Uelinton começou no 1ª primeiro-tempo quando Souza em típica jogada desleal empurrou o jogador do Bahia e quase provoca uma contusão mais séria em Uelinton. O jogador tricolor deslocou o ombro, mas o departamento médico do Bahia colocou o ombro do jogador no lugar quando Hélder já se aquecia para entrar. O jogador tricolor, seguiu jogando sem problemas.

Foi no segundo-tempo de jogo com novamente Souza apela e por trás atinge o tornozelo do jogador do Bahia. Uelinton levanta para protestar contra a covardia do Souza, mas o árbitro injustamente expulsa os dois jogadores. Uelinton não tinha nem cartão amarelo, já Souza merecia ser expulso pelas suas jogadas desleais.  Entretanto, a deslealdade de Souza não maculou o BaXVi por causa do garoto Pará. O menino de 18 anos junto com a empolgante torcida tricolor conseguiu o gol de empate no clássico num lance em que poderia ter se jogado na área adversária. O garoto mostrando mais maturidade levou a bola mesmo desequilibrado e fez o gol salvador.

O garoto não se jogou na área adversária para “cavar” um penal. Admiravelmente conseguiu se equilibrar entre os defensores rubro-negros e fez o gol que transformou um simples empate ao 45 minutos finais uma festa da torcida do Bahia. Comemorava o tricolor 1 ano de invencibilidade contra o rival ou 8 jogos. A democracia tricolor está invicta contra um Vitória cada vez mais acovardado. Como bateu o rubro-negro! Poderia também não ter recuado tanto para não chamar os laterais tricolores que avançaram. Contudo, preferiram colocar 11 jogadores na defesa para garantir um resultado artificial. O Vitória não merecia ganhar o clássico!

O Bahia foi mais time que o Vitória durante todo o jogo, obrigando o goleiro rubro-negro a fazer belas defesas. E embora o Vitória tivesse com a mais tempo com a bola, pouco criava. O Bahia sempre foi muito mais incisivo. No final, Pará resolveu a injustiça do placar adverso para o Bahia. Finalmente, o tricolor respondia à sua torcida com gol que trouxe de volta a lembrança do título de 1994 com Raudinei empatando um BaxVi que daria o título de campeão baiano ao tricolor. Foi uma resposta também a Souza que quase sai como o anti-herói responsável por uma quase vitória rubro-negra.

Tempos de ressentimento

6 de maio de 2014

Na Itália, um jogo só foi realizado por que o chefe da máfia local permitiu; em Londres, só agora depois de 20 anos que o estado inglês resolveu investigar as autoridades que contribuiriam para a tragédia envolvendo um jogo de futebol onde morreram mais de 150 pessoas; a violência no Brasil envolvendo o futebol não é diferente, portanto, que em qualquer outro lugar onde criminosos se misturam às torcidas de futebol.

Aqui em Recife as autoridades estão em busca dos criminosos que cometeram a barbaridade de jogar uma privada de uma altura equivalente a 10 andares. É verdade, o estádio do Arruda não possui câmeras nem parecia precupado com a vigilância interna, isso ficou claro com as punições que o STJD lançou contra o Santa ao fechar o estádio do clube para a torcida local responsabilizando o clube pernambucano pela omissão na vigilância interna do estádio.

Na Turquia os torcedores são frequentemente penalizados como foi na decisão do campeonato turco onde foi proibida a entrada de homens no estádio. O estádio ficou cheio de mulheres e crianças numa festa que também foi educativa para os marmanjos repensarem sua própria conduda em face de uma restrição de direitos legítima. As autoridades turcas parecem mais sintonizadas com a repressão a atos bárbaros no futebol.

No mundo todo se assiste um aumento de atos racistas contra jogadores de futebol. Na Rússia, Espanha e na Ucrânia não são poucos os relatos de atos racistas, atos que ferem a dignidade do desportista e maculam o espetáculo de paz sonhando pelo Barão de Cobertin em unir o mundo pelo esporte numa atitude de louvação ao homem e sua capacidade. Infelizmente, a proposta do Barão não é perseguida por muitos cidadãos que preferem viver na idade da pedra.


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