Time “B” do Cruzeiro?

21 de abril de 2014

O Bahia terminou o campeonato baiano como campeão merecidamente – não discuto o merecimento desse título e seu valor cultural para o baiano – porém hoje, uma semana depois, já enfrentou o atual campeão brasileiro e perdeu para o Cruzeiro, que atualmente possui o melhor elenco do Brasil. Saiu de campeão baiano e voltou a Fonte como freguês do Cruzeiro (O Bahia há 20 anos não ganha do time mineiro em Salvador). Percebam a diferença de um campeonato para o outro. No campeonato baiano o Bahia é “o cruzeiro”, no campeonato brasileiro o Bahia é nosso querido tricolor aguerrido.

A ficha caiu ontem para muitos, embora outros neguem a realidade. A verdade é que ficou clara a diferença entre o Bahia e o Cruzeiro, ontem. O Cruzeiro tem um elenco muito melhor que o Bahia! Merecidamente vivemos durante a semana a euforia da conquista do título baiano, um título da democracia tricolor, mas a realidade hoje é totalmente diferente no nosso novo caminho, embora muitos tricolores ainda estejam dormindo em berço esplêndido pensando que os clubes brasileiros devem menção honrosa ao Bahia por disputar um campeonato regional falido. A questão agora é como vencer times tão fortes ou mais fortes que o tricolor.

Essa tarefa de vencer times como o Cruzeiro será o novo desafio do tricolor. Ontem, o tricolor jogou de igual para igual, não podia ser diferente, mas faltou atenção em alguns momentos e mostramos que precisamos de um centro-avante desesperadamente. Conseguimos chegar à linha de fundo várias vezes, mas a bola passava pela frente do gol cruzeirense sem que nenhum avante tricolor estivesse na área para fazer a função de encostar a bola para a rede do gol adversário. O Bahia pecou por não ter um centro-avante, não conseguiu Marquinhos ver ainda que Max não será esse atacante de chegar na área para finalizar.

Do outro lado tínhamos uma seleção brasileira contra o Bahia. O Cruzeiro tem uma equipe fenomenal! Impressionante o nível técnico e a qualidade do time mineiro. Uma equipe que tem Borges e Marcelo Moreno, Souza e Egídio não pode ser equipe “B” de nenhum time. O time cruz-maltino jogou foi como equipe de primeiro escalão do futebol nacional e deve se sagrar campeão brasileiro outra vez com facilidade. Acredito que serão todos os outros times contra o Cruzeiro, não tem como não notal a imensa superioridade técnica do time mineiro.

Agora, torcida, é pegar nosso elenco e esse time bem construído por Marquinhos e incentivá-lo com mais realidade. Nada será fácil. O tricolor jogará contra times muito difíceis de serem batidos, não é um campeonato baiano que dará ao Bahia uma forma de jogar para o brasileirão. O Bahia precisa outra vez se reencontrar com um futebol mais consciente e atento a todas as jogadas, a falta de concentração foi uma marca desse atual time ontem, quero ver se voltaremos a tomar gols tão bobos como foram os tomados ontem.

Venceu a democracia tricolor

14 de abril de 2014

Depois, senhores, que o Bahia mostra que tem condições de chegar aos 30.000 sócios ficou fácil mostrar a força da democracia tricolor. Os sonhos dos bravos lutadores, a honra contra a tirania insana, enfim, sagrou-se campeão na disputa do seu 1º título da era democrática. Torcedores do rival sabem que já entrarão em campo contra o Bahia agora derrotados. Sentem que não possuem mais força para disputar de igual para igual contra o tricolor. Ficou provado a toda evidência quem manda no futebol da Bahia. O jogo de ontem só não foi uma goleada porque os jogadores tricolores não queriam.

Antes do jogo, porém, a covardia tomou a cidade. Em Brotas a barbárie, nos arredores de Pituaçu outras demonstrações de que o espírito do BaxVi de cordialidade está perdido. Torcida organizada do Vitória patrocinou momentos de grande tumultos e agressões foram registradas. Até mesmo entre torcedores rubro-negros a discórdia foi captada pelas câmeras. Infelizmente, não há como falar desses cidadãos que agem à margem da lei senão como marginais sobre a capa do anonimato que protegem. Verdadeiros covardes que se apresentam e avançam em horda que podem sujar nosso grandioso espetáculo: o BaxVi. Sabemos que a maioria dos torcedores do Vitória não concordam com isso e dirigentes não podem estimular esses verdadeiros marginais.

Do lado feliz da cidade, para o Campeão baiano mais democrático do mundo, hoje, será mais um dia de festa a colorir a cidade. Que dia lindo! O Bahia emerge de anos de tirania para se tornar um clube democrático, e no seu primeiro ano já mostra serviços e volta a ser campeão. O ex-presidente defenestrado deve estar murcho agora, incapaz de sentir a liberdade de uma torcida que estava eufórica nas ruas e com um brilho nos olhos ao perceber o caminho aberto pelos valorosos e combativos tricolores que tiveram a audácia de sonhar muito grande e querer um Bahia da torcida, dos sócios. Sinto-me honrado de ser sócio do E.C.Bahia é estar em dia. É chegada a hora de vocês chamarem o vizinho tricolor para se associar, pois o céu é o limite.

Ontem, vimos que o rival valorizou o resultado na final, mas não tem time para disputar contra o Bahia um campeonato baiano. Fomos lutadores e mostramos como se faz futebol com democracia, união e fé! Restou aos rivais imitar a união tricolor num gesto na hora do hino que ficou marcado no 1º BaxVi decisivo quando os jogadores perfilados abraçavam uma causa que era deles também, uma vez que os compromisso democráticos são inclusivos e determinam ações de respeito aos seus funcionários, dos mais humildes ao presidente. Somos Campeões baianos com todos os méritos!!! Não tem mais espaço no Bahia para os coronéis. Uma boa semana para todos! Se você é tricolor, Deus te abençoa, se vc é te perdoa! E Bora Bahêa, minha porra!!!

PS.: Parabéns especial ao meu amigo Dalmo Carrera que tem levado esse blog a um patamar de originalidade e encontro de todas as correntes de pensamento como eu nunca vi. Parabéns aos rubro-negros e tricolores que fazem do BaxVi um clássico sensacional!

O complexo de “poddle” rubro-negro

12 de abril de 2014

Quanta bobagem na ultima semana desde o BaxVi até agora. Como vocês testemunharam o Bahia deu um show de bola no primeiro BaxVi decisivo, era lógico então que o entusiasmo da torcida levasse a nação a procurar ingressos. Todavia, criaram um festival de pedantismo e um clima de desamor a esse esporte que amamos como se o Bahia e o Vitória fossem dois inimigos. O que assistimos encontra paralelo só na infâmia do futebol com essa visão elitista ou na faixa de Gaza que existe no Barradão onde os rubro-negros parecem negar toda a tradição do futebol baiano de espontânea convivência dos bares da Fonte Nova até o seu entorno.

Ingressos caros, estacionamentos precários e toda uma cultura simbólica de violência associada a dirigentes acostumados a jogar golfe em clubes elitistas tal qual o rubro-negro baiano do ultimo fim de semana quer se afirmar. Esse tipo de cultura de segregação, violência e impostura começou no Barradão, onde a torcida visitante fica enjaulada numa posição vulnerável. A sensação é a pior possível. Nos BaxVis ali realizados pedras são jogadas do lado de fora do estádio para dentro da torcida visitante, e sem vias alternativas e grades de ferro por todos os lados a torcida fica espremida. Completamente ultrapassado os conceitos dos dirigentes do Vitória para a convivência amistosa que as torcidas de Bahia e Vitoria sempre tiveram.

Vejo que esse jogo de amanhã tem tudo para vir à tona a velha “vitimização”rubro-negra de time pequeno, de time que foi “roubado”, que o governo do Estado e a imprensa “são do Bahia” e etc. Inclusive temo que o trabalho pioneiro dos jovens rubro-negros levados do Bahia por Newton Mota, conceitos de time que pensa grande, possam estar em xeque devido a esse “complexo de poddle” do rubro-negro baiano. O Vitória que aprendeu com o Bahia a revelar jogadores não pode se apequenar para inviabilizar uma festa em que também é protagonista, mesmo que nesse momento tenha perdido a vantagem para a final. Deixem a torcida à vontade para torcer! O mais certo a fazer, dirigentes rubro-negros, é vocês pedirem perdão à torcida do Bahia.

Tensão pré-jogo do “torinha”

10 de abril de 2014

Estão falando tanta bobagem sobre lei e à sua obediência para justificar uma rivalidade mesquinha em que cidadãos nervosos querem impor em uma casa que não lhes pertencem um comando arbitrário; diretrizes completamente desarrazoáveis e desprezíveis de não deixar o Bahia treinar sexta em Pituaçu e situar a torcida mandante muito perto da visitante aventam. Rubro-negros, antes do clássico BaxVi, incitam assim torcedores uns contra os outros para uma confusão generalizada em caso de torcedores visitantes ocuparem um maior espaço na arquibancada ao que estava originalmente previsto.

Acontece muitas vezes de torcedores de outros clubes com grande procura por ingresso dividirem o espaço que tradicionalmente seria do tricolor baiano em Pituaçu, inclusive o torcedor do Vitória também já faz uso desse expediente espontâneo do torcedor. Antes, nunca aconteceu é um dirigente baiano vir à público recomendar a truculência contra a torcida visitante. Afinal, não é para proteger à torcida visitante da voracidade do time mandante nos jogos que a lei reserva AO MENOS 10% da carga de ingressos ao clube visitante? Não existe lei alguma no estatuto do torcedor ou no código do consumidor que imponha limite ao torcedor do time visitante em comprar ingressos somente na cota dos 10% destinada ao clube visitante.

Essas repetições sistemáticas e mentirosas também de que o governo do estado age em benefício do Bahia poderia ser verdadeira se hoje o Vitória não tivesse estádio. Sim, pois o Vitoria deve o terreno do Barradão a todos os contribuintes baianos. Hoje, então, se o contribuinte fosse vingativo, poderia exigir que o Vitória devolvesse o Barradão e voltasse para a Fonte Nova. Mas, o povo baiano, torcedores do Bahia e Vitória sabem que o Barradão é inquestionavelmente do Vitória, pois não vivem os desportistas tricolores de incitar confrontos entre torcedores baianos. Recentemente, vimos Alex Portela agradecido ao governador entre outras coisas pela implementação das vias de acesso ao Barradão, todavia ele mencionou a imagem do governador com favorecimento ilegal?

Lembram como anos atrás quando o governo do estado reformou Pituaçu e os rubro-negros foram contra esse empreendimento? Como hoje se arvoram em donos de Pituaçu? Deveriam jogar era em Feira de Santana. Sabe por quê não o faz? Em razão do contribuinte do Vitória merecer tanto apreço quanto o torcedor contribuinte do Bahia. Dirigente de clube de futebol, como afirmou recentemente o presidente do Bahia, deve responder pelos seus desmandos. Manipulam sua torcida como querem e não devem maiores explicações! Isso acabou no Bahia, ainda bem! Para explicar a derrota rubro-negra agora já existe até um bode-expiatória para os maus dirigentes, o governo do estado. Lamentável!!!

Lutaremos, e ganharemos!

8 de abril de 2014

São pormenores muitas vezes que passam batido para a imensa maioria que chamam a atenção dos mais atentos quanto a vontade e dedicação dos jogadores tricolores em conquistar o primeiro título do Bahia na nova era democrática. A presença de Ávine entre os concentrados são um desses indicativos que eu chamo atenção dos leitores. Podiam simplesmente descartar o “menino maluquinho”, esquecer sua dedicação ao tricolor e não renovar seu contrato, haja vista que estamos no mundo dos interesses mais imediatos em que o bolso fala muito alto. Entretanto, o que aconteceu no Bahia foi o contrário: Ávine apareceu entre os concentrados para o clássico e esteve presente no coração da torcida como marca de grande ser-humano e ídolo da torcida.

Outro exemplo de campeão eu vi quando o lateral do tricolor se contundiu gravemente e teve que justificar aos mais críticos a razão dele arriscar jogar com uma contusão muscular. Ele foi curto e generoso: “Queria jogar esse clássico”. A filha de Maxi entrando também ao lado do pai no gramado representou uma ternura que invadiu a tela da televisão e mostrou o lado mais presente do ser-humano que pratica uma atividade profissional, qual seja: o afeto que levamos conosco de nossos filhos em todas as nossas atividades laborais. É por esses pequenos e pequenas que somos campeões e desejamos que eles também um dia possam ter uma memória de que a glória de estar vivo é um presente para ser apreciada não em contas gotas, mas com entrega total as nossas atividades diárias procurando dar o melhor para fazermos a diferença pelo trabalho que acreditamos fazer melhor.

O tricolor assim conquistou nesses gestos um passo para chegar ao título. Um título que é muito bem-vindo para a galeria dos troféus tricolores, contudo teremos que fazer valer essa mesma vontade contra os atletas rubro-negros que farão de tudo para evitar nossa conquista. Não podemos, todavia, temer qualquer ato mais agressivo ou impensado dos adversários. A crônica esportiva tem insuflado os rubro-negros de uma forma negativa, depreciando seus jogadores e procurando tumultuar um clássico que por si só é um termômetro que cabe aos protagonistas dentro de campo decidirem com quem ficará a taça de campeão. Não adianta tentar também buscar no tricolor qualquer gesto de menosprezo aos rubro-negros, pois se o tricolor encontra motivos de sobra para buscar com garra esse título é porque do outro lado existe qualidade também.

Assim, quando o Bahia entrar em campo para decidir o clássico contra o Vitória, domingo, trará consigo ainda as memórias de superação de nosso “menino maluquinho” e da filha de Maxi. Exemplo de que a vida é um eterno aprendizado entre vontade de conquistar um lugar no coração da torcida tricolor num evento inesquecível que é um BaxVi. O tricolor deverá entrar para buscar seu 45ª título sem timidez de time que durante o campeonato teve momentos de muita contestação, mas que soube provar sobretudo para si mesmo que pode chegar mais alto e pular forte para marcar com Fahel sempre “mais um” título de glória para a emoção da torcida tricolor que tem dado motivos de sobra de seu entusiasmo com a democracia no Bahia e a emoção de estar vendo antigos algozes sendo completamento expulsos de sua história grandiosa.

Respeitem o leão!

6 de abril de 2014

Estou preocupado com a integridade do rival. O tricolor encheu a semana de alegrias com 3 BaxVis e levou os três. Não há espaço para contestações da torcida do Vitoria. Hoje, a semana toda será de gozações e a torcida do Bahia merece essa taça! Não tem um rubro-negro que não admita a superioridade tricolor. Queria ao final do jogo encontrar com Portela, Falcão e Victor Hugo e dizer-lhes: Vocês merecem mais respeito! Não há como maior desrespeito verem seu time perder três clássicos seguidos e ao final ainda tomar dois gols na primeira final.

O Bahia mostrou sempre superioridade em campo com Maxi logo no início do jogo quase fazendo o gol mais bonito do campeonato. Eram 5 jogadores contra o baixinho endiabrado e com muita vontade de mostrar seu carinho para a torcida tricolor. Do outro lado, a figura taciturna de Souza ao sair vaiado do jogo vendo Maxi dar uma assistência genial para o jovem Talisca abrir o placar. O gol mais bonito da rodada! Uma tabelinha com toques de quem sabe jogar e entre Talisca e Maxi. A zaga do Vitória falhou, mas o desfecho da jogada foi genial.

Veio o segundo tempo e expulsões. Não entendi nada, como eu acho que a Fonte não entregue as expulsões. Vamos adiante. Escanteio, a zaga do Vitória viu um gigante subir na área e fazer mais um gol de cabeça nessa passagem dele pelo Bahia. Fahel é o nome de grande brilho pelo alto e hoje o goleador do time. Soberbo no ataque e na defesa, incansáveis na marcação: Fael, Uelinton, Pará, Pitoni, Rahiner e cia. formaram uma orquestra harmoniosa e insolente na área adversária. Velozes e furiosos, os jogardes do Bahia pareciam sobrar em campo com quase Marcelo Lomba não precisando atuar. Contra o Serrano foi mais difícil! Hoje, o Bahia merecia pedir música no Fantástico, pois foram 3 BaxVis para a gente!

Mais um BaxVi

30 de março de 2014

Estamos às vésperas de mais um BaxVi para decidir o campeonato baiano. O Vitória vai com a vantagem de jogar por dois resultados iguais, porém não jogará a segunda partida no seu estádio, o Barradão; um trunfo utilizado pelos rubro-negros em outras ocasiões que deu certo. A primeira partida será na Fonte e a segunda em Pituaçu. O Bahia tem decidido jogos importantes nos dois estádios e tem prevalecido a mística tricolor com triunfos que resultaram a permanência na série “A” e uma série de 4 clássicos contra o Vitória sem perder.

O Bahia que vinha mal no campeonato baiano até ganhar o ultimo BaxVi na Fonte tem a obrigação de vencer o campeonato para espantar qualquer dúvida sobre sempre ameaçado técnico Marquinhos Santos, este que não conseguiu agradar a torcida com goleadas elásticas. Porém, as ultimas apresentações do Bahia me convenceram sobre a possibilidade desse time do Bahia, uma vez os problemas com as laterais e meia foram resolvidos. O time com Uellinton e os dois novos laterais se acertou, como Talisca e o ataque parecem melhor servidos.

A preocupação agora do tricolor é tirar o pessimismo da cabeça do torcedor tricolor. Esse sentimento parece urdido entre mentes mais fracas com a ajuda da imprensa “jabazeira”. A classificação para as finais não mereceu tantos aplausos, mas o clima entre alguns torcedores e imprensa era de morte. O que explica isso? Uma clara tentativa de não enxergar o crescimento e estabilidade da equipe junto a grupos que teimam em esquecer seu trabalho com isenção e partir para o ataque contra a diretoria tricolor. Eles fazem isso parece que combinados como se fossem com votos prontos ante uma decisão que merece uma melhor análise.

O resultado desse panorama de confiança ante o crescimento do time do Bahia jogando na Fonte e em Pituaçu contrasta com a esperança de muitos de que com seus pessimismo contagie a todos e o técnico Marquinhos Santos seja demitido. Agora, é hora da torcida apoiar o tricolor com toda a sua paixão, não da mais para infantilmente hostilizar nosso técnico e ao mesmo tempo abraçar uma causa vencedora. A vitória do técnico do Bahia é hoje a conquista do campeonato baiano de 2014.

Cocô, merda e o time do ex-aterro santitário

26 de março de 2014

Pensei bem antes de falar “merda”, não queria ofender ninguém. Mas, aqui a mensagem é mais de alegria e desforra. Isso em razão do time adversário virar notícia através de um comentarista de Belo Horizonte ao chamar nosso maior rival numa rede de comunicação de “time de merda”.

A história começou por causa de uma atitude agressiva de Neto Berola, ex-jogador do Vitória, atualmente no Atlético-MG, ao denunciar de forma grosseira um comentarista de tevê local de ganhar dinheiro para falar bem de jogadores de futebol. A resposta veio, então, de forma não proporcional através de outro comentarista de futebol com  menções depreciativas a origem do jogador por ele ter jogado no Vitória-BA.

A atitude do jornalista de futebol que detém um espaço de mídia como uma televisão jamais poderia ser tão covardemente usada como foi pelo aludido jornalista de BH, isso deve ficar bem claro. Hoje, não podemos tolerar tais manifestações tão levianas de quem deveria se preocupar com a formação e uma boa comunicação com um publico tão amplo que assiste o futebol através da televisão.

Por outro lado, quando o Bahia foi alvo da zombaria de Joel Santana, com sua ignorância habitual, ao depreciar o tricolor com a alcunha de “sardinha” todos acharam muito motivo de graça, ninguém observou que aquilo era também uma ofensa preconceituosa ao futebol da Bahia e da força do nosso futebol contra um clube que detém dois títulos nacionais.

Hoje, como torcedor do tricolor penso que não devo chamar o Vitória de “merda” ou mesmo “time de merda”. Acredito que quando Portela, o ex-presidente do Vitória se referiu ao Bahia como “sardinha” jamais imaginou que seu time seria tão grosseiramente chamado de “time de merda” por um jornalista corporativista.

Aliás, chamar um clube de “sardinha”, um peixe pequeno mas gostoso, parece até um elogio ao ter o nome do seu rival ser chamado de “time de merda”. O que é afinal ser chamado de “time de merda”? Um desqualificador da origem pouco nobre do time que se orgulha, entretanto, da nobreza de sua centenária história, mas que nunca ganhou um título expressivo no futebol nacional.

Aliás, como um “time de merda” podemos analisar todo esse contexto senão pelo modo psicanalítico de quem emite ou aceita essa provocação? Merda é tudo aquilo que devemos deixar de lado, não considerar, porém para a psicanálise é a partir desses fragmentos simbólicos da “merda” assim simbolizada pelo emissor que podemos construir uma saída racional para elaborar essa angústia.

Esse “especial sobre “a merda” fala um pouco sobre esses sentimentos. É só linkar!

O Bahia mostra resultado em clássicos

24 de março de 2014

A forma de ganhar um BaxVi geram expectativas para os demais. A letargia dos jogos passados do tricolor ficaram para trás na reta final do campeonato. O tricolor mostra ter mais time e consistência que o rubro-negro, apesar do burocrático time do Barradão ainda possuir uma pequena vantagem na pontuação. A cada jogo o favoritismo rubro-negro carece de um bom jogo em clássicos e apenas torcedores mais teimosos quanto iludidos conseguem manter a fleugma.

A verdade é que em clássicos o tricolor tem levado vantagem sobre o rubro-negro desde a intervenção judicial. Essa realidade de renovação no tricolor tem gerado mais confiança nos torcedores como um carro de fórmula um que fica mais azeitado a cada corrida, com laterais novas e consistência do meio ao ataque, enquanto do lado rubro-negro o seu futurismo segue alimentando iludidos de uns 10 anos para cá.

Podemos dizer que o clássico ontem foi um BaxVi como foi o jogo entre o Real Madri e o Barcelona na Espanha. O time madrilenho ao final do jogo tinha as mesmas desculpas de “menino amarelo” rubro-negro baiano. Os madrilenhos embora na frente na tabela de pontuação geral não conseguem mostrar essa superioridade em clássicos. O Vitória perdeu para o Ceará, perdeu agora para o Bahia e em relação as semi-finais contra o Vitória da Conquista parece querer dar azo ao azar.

Já no Bahia aconteceu uma redenção entre a torcida e as laterais do time. O Bahia conseguiu laterais mais talentosos e precisos nas assistências, algo que não acontecia faz alguns anos com improvisações nessas posições. O tricolor se encontro num momento de superação e as fortes críticas amainaram por mais créditos da direção que soube suportar as críticas e diagnosticas posições que mereciam de reforço.

Esse clássico mostrou mais uma vez que o atual Bahia, longe das amarras de dirigentes malsãs, é indiscutivelmente um time forte e difícil de ser derrotado em clássicos. A forma, então, como o Bahia construiu o triunfo desdobra-se entre as expectativas geradas antes do começo do clássico, com uma escalação sem um centro-avante, e a conclusão da partida com um time seguro, mais agressivo e disposto.

O jabá nosso de cada dia?

12 de março de 2014

A nova geração de tricolores não está brincando ou fingindo que trabalha quando apresentou a lista do “jabá”, foi por imposição das novas diretrizes dos sócios do Bahia que os elegeram que ela veio à tona. Assim será agora a relação de confiança entre os sócios do Bahia e a nova direção. Logo teremos novas eleições no Bahia, e todos sabem que administrador que sonega informações para seu associado está incorrendo em grande erro, uma vez que a transparência é uma das ordens de uma administração democrática. Por isso a disposição de criar paradigmas novos com a imprensa baiana, quase toda muito avessa ás mudanças conceituias que o Brasil e o mundo está passando.

Ouvimos ontem diversos canais de rádio e eles arrogantemente tentanto amedontrar a nova administração no Bahia. Eles pareciam ofendidos com a transparência e a lista do “jabá”. Tal comportantmento corporativistas era esperado, não poderia ser outra a manifestação de quem anos vem lucrando com o futebol da Bahia e vê seus clubes devedores de milhões ou completamente destruídos. A transparência é isso aí mesmo! A imprensa que só pública o que seu dono quer faz apenas propaganda, não faz jornalismo. A imprensa precisa ajudar é a esclarecer esses fatos e voltar-se contra essas atitudes de clubes de futebol que pagam restaurantes, hotéis e passagens de avião para seus membros.

Outro ponto importante a ser ressaltado: como você confiará num jornalista que em nome próprio, ao invés de sua empresa de comunicação, tem seu nome, pessoa física, divulgado com valores a ela destinadas com a responsablidade de cobrir matérias jornalísticas e manter respeito ao seu ouvinte sem omitir informações, privilegiar outras informações e até plantar informações? Esse é um ponto chave! Os códigos morais, a deontologia, parece concordar com os atuais administradores do Bahia, pois é preciso que haja mais clareza do clube e da imprensa sobre como se dão esses patrocínios e qual o objeto negociado.

O glolboesporte.com divulgou uma lista divida entre empresa/pessoa física pagas por serviços prestados ao Bahia sem mencionar que serviços foram esses, como também pessoas beneficiadas com passagens pela antiga administração. É a velha administração defenestrada pela justiça que deve explicação a vocês, imprensa radiofônica? Eles 12 vezes tentaram voltar ao clube que diziam amar mas que deixou o clube num processo de quase falência administratativa e moral. É sobre essa lista que a impresa radiofônica precisa esclarecer para a torcida sobre pagamento de “jabás” pela administração passada. É ssbre um clube quase falido administrado por um político defenestrado da administração pela justiça que eles defendiam que precisam explicar para seu ouvinte.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 323 outros seguidores