Zé Roberto se apresenta ao Bahia e fala do preconceito no sul

27 27UTC janeiro 27UTC 2012

Fantasias eróticas do tricolor (Súcubos ou íncubos)

24 24UTC janeiro 24UTC 2012

Na mitologia grega súcubos ou íncubos eram demônios. Segundo Santo Agostinho não se combatia tais demônios nem com o ritual do exorcismo!

Esses demônios pertenciam ao domínio das lascívias humanas, dos desejos sexuais mais mórbidos. Eles tiravam toda força do ser-humano durante o sono e fazia crêr nos pobres as mais terríveis fantasias sexuais.

Esse introito, esta busca de sentido, tem uma relação com o meu “dream tream”, o Bahia dos meus sonhos, onde alimentava as mais profundas fantasias de time invencível, o meu tricolor de aço penetrando nas defesas dos fracos times baianos.

Olha, o meu time, o super tricolor de aço entrando em campo e ganhando de goleada era só uma questão do campeonato baiano começar! Sim, com seguidos gols com caráter orgástico e humilhando os rivais eu sonhava, delirava e cheguei a escrever aqui sobre o meu “dream team”.

Hoje, depois de apenas duas batalhas, sinto-me forçado a escancarar esses demônios lascivos que estão a infestar o mais íntimo da minha torcida pelo tricolor. Quero me libertar dessas devassidão, desse prazer infernal e louco que sinto pelo prazer de dizer: sou Bi-campeão, porra!

Hoje, só interessa ser Campeão baiano 2012 para mim. Não dá mais para aguentar essa fraqueza de uma realidade sem ânimo para torcer durante o 1ª semestre.

Enquanto os demônios continuarem dominando a minha cabeça devassa, que só pensa no jogo seguinte, o Bahia não terá democracia nem alternativa, já me disseram os amigos libertos da devassidão do próximo jogo.

Vou tentar, como Santo Agostinho recomendou, umas folhas e alguns unguentos em rituais de purificação para minha alma, assim acredito que não mais ventilarei minhas fantasias com ares de orgias e invasões de campo de alegria só nas minhas fantasias.

Quem é João Neto?

21 21UTC janeiro 21UTC 2012

O nome desse cidadão, João Neto, foi repetido mil vezes porque vai jogar contra o Bahia. Agora, virou celebridade comemorada a voltar no tempo porque seu ressentimento contra o Bahia é explorado pela mídia.

Explorado injustamente porque o Bahia o valorizou, levantou não só a carreira dele, como a de Diones e outros que também seguiram suas carreiras e foram aproveitados em outros clubes.

Fazer do Bahia uma ponte para alavancar simpatias pela carreira de João Neto, até aqui mal sucedidam é o que a mídia está a fazer. Oportunidades frustradas por treinadores, quando não souberam avaliar o futebol de um atleta é possível acontecer com todo atleta, mas transferir uma culpa que o clube, o Bahia,  não tem, é uma falta de inteligência a toda prova.

Infelizmente, o jogo entre o atual Campeão baiano virou o jogo de João Neto e seu ressentimento por não jogar em um clube grande, o Bahia, que é detentor de 43 títulos baianos.

Será que João saberá lidar com esse ressentimento quando acabar o campeonato? Torço para que o atleta seja reconhecido, mas não pode usar a instituição que lhe deu a mão como trampolim.

O Bahia tem, hoje, o seu “Dream team”

20 20UTC janeiro 20UTC 2012

Eu não tenho dúvida: O Bahia tem o melhor elenco do futebol nordestino, hoje. Se em campo o Bahia vai conseguir formar um grupo com um único objetivo, coeso e praticando um futebol solidário é uma questão de tempo podermos afirmar com mais convicção.

Muitos jogadores ainda não estrearam, outros chegaram e já jogaram, obviamente falta entrosamento; uma única partida oficial e uma  pré-temporada tão curta não daria para uma equipe falar o mesmo idioma, os jogadores ainda não se entenderam em campo.

Sabemos que é uma questão de tempo o Bahia engrenar. Futebol não é como fórmula 1! O carro mais veloz e um piloto razoável ganhará o campeonato, logicamente. No futebol é preciso uma química onde podemos ver o entrosamento dos jogadores, a torcida e o treinador crescendo na competição ao longo de uma trajetória cheia de imprevistos.

Por isso, não podemos cobrar do Bahia como se o tricolor pegasse o Redenção em tempos idos. O futebol, hoje, em dia é muito diferente, a diferença técnica é tirada em preparação física.

É para arrombar “elas”

17 17UTC janeiro 17UTC 2012

As minhas expectativas para o ano de 2012 não poderiam ser melhores quanto ao nosso elenco e comissão técnica, isto porque não só conseguimos manter a base do time do ano passado como contratamos jogadores bons e que poderão suprir as carências do time da campanha do ano passado.

O time do Bahia esse ano é forte e tem já uma base formada no ano que passou. Temos ainda o reforço de Moraes, Zé Roberto, Vander, Ananias e Ciro, e ainda temos uma defesa forte com Titi e Dani Moraes. Não há como negar que o Esquadrão esse ano é de aço e vai para conquistar o título baiano de 2012.

A nota negativa nesse começo de ano ficou para os salários atrasados das divisões de base que ocasionou a perda de um bom jogador para o rival e a falta de democracia no clube. Certamente se o clube estivesse com os tricolores votando para presidente com suas mensalidades em dia e participando da vida política do clube isso não teria acontecido.

Feliz 2012!!!!!!!!!

31 31UTC dezembro 31UTC 2011

O curso da democracia no Bahia

10 10UTC dezembro 10UTC 2011

O curso natural dos rios é o que me fascina mais. Tão logo passam as tempestades e a neblina baixa, lá vai estar o rio marcando sua silhueta ao largo por onde passa.

No Bahia não poderia ser diferente. O presidente Marcelo Guimarães Filho é o atual mandatário do tricolor por mais 3 anos. Embora se questione sua eleição, a democracia por vias reflexas voltou ao cenário do debate com sua própria eleição.

O saldo do debate político em torno da transparência, democratização e a participação maior da torcida nos destinos do clube ganharam a mídia nacional. O atual presidente do clube chegou a voltar a falar em democracia e voltou a prometer um Bahia mais democrático.

Urge o Bahia ser mais transparente em suas decisões, pautando-se sempre pelo respeito ao seu associado e conselheiros, sejam eles de qualquer grupo político.

O direito ao contraditório, por exemplo, deve ser dado a um conselheiro antes de expulsá-lo, esse direito está consagrado como princípio basilar em nossa Constituição.

Acredito que muitos brasileiros ainda não tiveram e não possuem uma experiência viva do benefício para o cidadão da cultura democrática. Por enquanto, pela nossa história de autoritarismo, ainda vamos caminhando bem atrás para a formação de um mundo mais humano.

O Bahia é um bem de toda a Bahia esportiva e cuida-se de renovar sua mentalidade com um estatuto que represente as conquistas da última Constituição brasileira.

Jogaram fora todos os escrúpulos

7 07UTC dezembro 07UTC 2011

Uma das mais tristes passagens da ditadura foi quando um ministro de Estado e advogado, às vésperas da decretação do AI5, que instaurou a ditadura dentro da “ditadura”, disse: “às favas todos os escrúpulos”. O ministro em questão foi Jarbas Passarinho. Esse  momento histórico que revelou a  tibieza de caráter de quem devia reguardar a lei parece muito com o momento atual do E.C.Bahia.

Todos os escrúpulos foram silenciados ontem à noite. Quem deveria responder por suas irregularidades conseguiu uma salva guarda para continuar impondo ao arrepio da lei uma eleição que tem caráter de outorga. O presidente do Bahia será outorgado por cidadãos que sequer eram sócios do clube, que não possuem tempo sequer para figurarem como conselheiros. Isso é uma afronta!

Estamos assistindo uma verdadeira aclamação de um cidadão sob a guarda de seus correligionários para ser o ditador do E.C.Bahia, passando a condição de sua alteza o presidente do Bahia. O reinado de presidente do Bahia foi a maior contribuição dessa gestão para as futuras gerações. Certamente, não será a sulamericana, nem o acesso à série “A”, a razão para ser lembrado o atual mandatário tricolor. Ele será lembrado por praticar um golpe dentro do golpe.

Sim, a irregularidade pousa sobre um presidente e seus correligionários que perderam a oportunidade de fazer pela primeira vez uma eleição e passaram a ser os algozes do seu clube que foi fundado com razão de alegria, e não para ser objeto de disputar intermináveis por regularidade, legalidade e justiça.

A vontade ser um tirano do presidente do Bahia e ter também o aplauso de muitos inconsequentes levou pessoas como Hitler ao poder. Aliás, ficou claro a psicopatia de Hitler, como sua sede poder insaciável, como também ficou claro que para muitos os seus vazios podem ser preenchidos com prazeres de segunda categoria em fazer o papel de rebanho apenas.

Em  outros tempos havia no Bahia alguma beleza nos coronéis que representavam uma sociedade machista, autoritária e muito infeliz, porém sem necessidade de se passar por democrata, o que podíamos combater mais as claras. Agora, a ideia é passar-se por democrata, enganar todo mundo e se fazer de vítima depois. O mal que faz alguém que finge ser uma coisa mas é outra torna o diálogo insuportável. Inclusive, a litigância de má-fé, a fraude, o dolo, todos esses pecados estão descritos no nosso código penal como crime.

A alma humana é mais forte que toda essa pantomima, essa falsidade, e vamos acabar superando esse momento. Com presidente ditador, sem democracia, continuaremos torcendo para o engradecimento do E.C.Bahia. Para que possam todos comemorar o orgulho de sermos membros de uma nação livre de cidadãos arbitrários e lá postos de forma ilegal.

Nota de desagravo à oposição

30 30UTC novembro 30UTC 2011

Sêneca afirmou: “quando o juiz após ouvir somente uma das partes sentencia, talvez seja a sentença justa. Mas justo não será o juiz”. Comecei esse parágrafo citando Sêneca para fazer uma reflexão sobre o papel da imprensa, principalmente da imprensa radiofônica. Certo que serei compreendido pela grande maioria dos leitores sobre a importância de ouvir numa matéria jornalística as duas partes, e ter um comportamento paritário.

Estamos na Bahia vendo o enxovalhamento de grupos, pessoas e cidadãos por outros cidadãos que sob o pretexto de informar abusam da mediocridade e acabam por fazer do microfone uma ópera bufa da pior qualidade. Quando ontem ocasionalmente ouvia determinado radialista fazer uma crítica histérica contra a oposição no Bahia, verifiquei que talvez tratava-se até de uma caso ambulatorial, mas não sendo o caso, era puro oportunismo mesmo, era precioso esclarecer sobre determinado comportamento indecoroso.

Tratar partes contrárias em um momento de tensão sem uma devida paridade de forças, pelo menos o direito ao contraditório, é uma atitude pobre moralmente e que deve ser repudiado pelos ouvintes que pretendem se esclarecer sobre o que está acontecendo no Bahia e a luta pela sua democratização. Aliás, o gênio dos romanos sabia que para se chegar á verdade devia se ouvir as partes em questão. Então, como um jornalista se presta a veicular sobre seus ouvientes uma entrevista com o Presdiente do clube sem qualquer vestígio de crítica ou posições sobre a crise institucional que vive o Bahia?

Seria colocar os ouvintes numa posição de inferioridade, tomando-o como burro, sem ouvir as partes envolvidas, ou pelo menos elementos que fizessem um contraponto conceitual. Afinal, quem pode saber a verdade ou entender um problema sem ter todos os dados ao seu dispor, ou pelo menos uma partde deles? Caracterizar, então, a oposição no Bahia com característica indignas impondo-lhe sofrimento moral sem dar-lhe o direito á defesa soa de um mau caratismo sem par, digno de partidos fascistas que tinham como método não contra-argumentar com ideias, mas desferir contra seus opositores desvios morais para assim encobrir suas próprias desrrazões ensadecidadas.

Precisava desabafar um pouco sobre essa importuna entrevista de um Presidente de clube ontem numa rádio, quando ouvi coisas inimagináveis e que ferem desde já qualquer sentimento pela legalidade uma vez que as próprias pessoas dos oposicionistas encontram-se ameaçadas. É com grande pesar que passamos a ver no Bahia colocações assemelhadas a situações limites em que o homem é desafiado a lutar por dignidade e respeito antes de tudo, e confronto de ideias de forma saudáveis. É necessário um salutar respeito acima de tudo a quem ousa questionar o status-quo no Bahia!

“Eleições” dia 6 de dezembro no Bahia

29 29UTC novembro 29UTC 2011

Uma das coisas mais bonitas quando o Brasil se redemocratizou foi ver a festa que se instalou na nossa cidade com todos muito esperançosos de um país melhor, escrito diretamente com nossa vontade.

Essa festa de cores, alternativas, ambições, em 1989, minha primeira eleição, também como mesário, quando eu vivi a experiência de servir à minha nação, foi também algo que vi se aperfeiçoar com o tempo. Desde então nosso país vive agora com urnas eletrônicas, lei ficha limpa e tantas novidades que o político que não se modernizou ficou a ver navios.

É verdade que a figura do político continua aviltada pela relação espúria entre o público e o privado, este que ainda não encontrou na política barreiras mais fortes para serem contidos seus ímpetos gananciosos.

Mas, é inequívoco que estamos melhores. Nós crescemos, vimos um Presidente sair, outros subirem a rampa e começarem um processo que ainda não sabemos onde vai dar, contudo louvamos o que está se insinuando como um país moderno e orgulhoso.

Nos clubes de futebol as coisas não andaram muito para frente. Parece-me que as oligarquias que lá se apoderaram de seu capital maior, a paixão popular, não traduzem o sentimento do novo torcedor de futebol. O torcedor que quer um clube profissionalizado, transparente, semente de debates de ideias e severamente rigoroso contra qualquer trincheira de abuso de poder.

No Bahia, podemos dizer que o processo de democratização ficou estacionado numa vontade inicial contagiante, que não se traduziu em atitudes concretas, pois dia 6 de dezembro teremos uma eleição no Bahia, mais uma vez indiretamente, onde conselheiros não eleitos terão a honra de apenas confirmar o que já está arranjado.

Isso é triste num país redemocratizado, um país que é de seus filhos, um país que merecia clubes, particularmente um clube baiano, realizar o sonho de sua democracia com participação de seus sócios, de tricolores que merecem um clube melhor, com discussão, com chapas, com mais vigor institucional. Mas não.

É triste ver o Bahia ainda andando aos pés de uma formiga quando tem capacidade de andar como um grande predador. Foi assim que senti o nosso Bahia enquanto assistia um filme, o Bahia ainda não passa de “comida” para os grandes, somos sardinhas por causa da mentalidade da direção do clube.


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