Valores da base e novos tempos

14 de junho de 2013

Conversava com meu irmão, ele me confessava também que esse sintoma de falta de perspectiva dos jogadores de base de continuar no Bahia e orgulho de vestir o nosso manto é um sinal que o Bahia é o inferno! Não falo nem da falta de organização, mas da falta de estímulo desses meninos em vestirem a camisa que antes cheguei a ver vestida em meu cunhado. Naquela época, nos tempos de Teresa de Lisieux, cheguei a levar minha irmã para ver meu cunhado jogar, ele prometera fazer um gol, o qual dedicaria a minha irmã. E com que orgulho o pessoal dizia ontem: “eu jogo no Bahia!” E o cara era importante mesmo, o centro das atenções, como se tivéssemos na Bahia só um time.

Mas, hoje, os meninos querem vestir a camisa do “torinha”. Muita coisa se passou, eu sei. Mas, no caso do Bahia, todo esses frutos de falta de orgulho e estímulo da meninada vem da árvore dos frutos envenenados. Como acreditar numa estrutura toda ela que nos desmotiva com denúncias de empresários e sua ação livre no Fazendão e em contrapartida o arquirrival enriquecendo e capitalizando valores da nossa base por falta de cuidado e zelo? Onde estava o presidente do Bahia quando viu nossa base que ele tanto gaba-se ao se perder como poeira e desmanchar-se no ar? O jovem precisa sentir comprometimento, presença dos responsáveis, cuidados com o futuro dos rapazes da base que vem sendo negligenciado no Bahia e vão se despedindo do clube sem medo. Não tem amor que resista a um tratamento que despreze o trato diferenciado e humano que se deve dar ao jovem uma perspectiva de proteção à sua carreira no clube.

Hoje, vejo um trabalho no Bahia para inglês ver. A Nike, as colocações nas divisões de base do clube e outras conquistas foram para o ralo. Perdi por completo minha fé nessa vitrine do presidente. Isso porque eram apenas ambição sem raiz profunda, como manequins que você bate e ver o eco do vazio do coração do boneco da vitrine. Quem não cuida de valorizar sua base como pode amar o clube? Aliás, a briga que lembro entre rivais na época de Osório e Maracajá eram pela disputa de valores já profissionalizados, os valores da base eram sagrados até Motta cometer um ato que até hoje para muitos tricolores puro-sangue foi imperdoável, o que irritou também profundamente Maracajá na época. Ver ainda a contratação de Motta e Paulo Carneiro para o Bahia foi inacreditável. Um alerta fica para a falta de orgulho e o excesso de mentalidade de mercador dos hoje dirigentes do Bahia. Vou adiantando que vejo muitos problemas em Maracajá com a visão centralista de ontem, caso queiram entronizá-lo outra vez. O ideal é ele mesmo aposentado.

Contudo, recuperar o orgulho que tanto o tricolor tem nesse sangue bicampeão nacional deverá ser uma missão de um tricolor honrado e orgulhoso, democrata, para depois da intervenção que afastar essa turma que acaba com nosso patrimônio, reerguer esse gigante. Não dá para esperar tanto, não sei se vai sobrar pedra sobre pedra do nosso orgulho caso essa safra de dirigentes mercadores continuem no clube. O PMDB quer o atual presidente no Bahia, o Bahia precisa dele longe, a torcida também o quer longe, por que não uma campanha também para o Sr. Geddel fazer um time do PMDB para ele presidir como o pai, Marcelo Guimarães, fez do Bahia para seu sucessor? Tá na hora dessa classe política baiana acordar para o que vai sendo uma história muito triste de descredenciamento do tricolor para encarar um futebol moderno e orgulhoso como é nossa torcida. Viva o público zero!

Os idiotas da objetividade

6 de junho de 2013

Nelson Rodrigues certamente atacaria os “idiotas da objetividade”, hoje, ao término da partida entre Bahia e Bota com a vitória do tricolor.Não há como prever o futebol como se faz matemática. Agora, vão aparecer mil elogios aos jogadores tricolores, muitos irão fazer sociologia de bar ao analisar o fenômeno Cristóvão pela sua humildade, a origem de boleiro e sua identidade com o Bahia.

Porém, estava nos pés de Fernandão desde a sua entrada no time o destino desse grupo do Bahia. Os pés de Fernandão são a evidencia de que é no pé que se ganha um baba, não precisa pensar tanto, procurar originalidade e se servir da estatística. São os pés no futebol que fazem gol, não é com o meio de campo arrumando. Foram gigantes os pés de Fernandão que esmagaram 2 candidatos ao titulo brasileiro. O cérebro ficou para trás, os teóricos e suas expectativas foram pisadas por Fernandão.

Contudo, não pode parar a campanha para que o tricolor tenha dignidade fora de campo. Mais informações circulam de supostas saídas de jovens promessas do tricolor. Agora de Madson, Jussandro e outros jogadores oriundos da base por supostamente o Bahia não respeitar seus direitos trabalhistas. Assim, a suspeita caso venha a se confirmar, pode criar o maior desmando de uma administração na era do futebol de pontos corridos. Os “alegricidas” dirigentes tricolores não param de nos surpreender.

Os alienígenas no Bahia e oportunismo radical

27 de maio de 2013

Quando assistimos aos filmes de ficção cientifica com alienígenas bisonhos praticando todo o tipo de mal e destruição à natureza muitos só enxergam a acusação da culpa aleatória, fora da história, atribuído às forças irracionais exteriores por infligirem  valores da humanidade

Contudo, não é preciso muito esforço para re-interpretar tais filmes ficcionais de forma a ler subliminar nos seus filmes de alienígenas e monstros um enxugamento de lagrimas e expiação pelas próprias atrocidades que, principalmente os EUA, cometem contra a humanidade.

Se tais filmes fossem  rodados em câmeras focadas, fora de Hollywood, esses filmes seriam veiculados como uma condenação aos  EUA por dizimarem velhos, crianças e mulheres com sua força bélica completamente impessoal e seletiva.

A exemplo da retórica sobre o Bahia,queria mostrar o discurso inconsciente e muitas vezes inocente – será? – que alguns, cito o colunista Djalma, fazem à luz do dia depois que a possibilidade de um novo estatuto foi sepultado pelo MGF.

Sim, os métodos de intolerância e desrespeito com a torcida aumentaram com a insensibilidade dos donos do Bahia a continuar a explorar uma mina usando bombas – sirvo dessa metáfora de bombas porque é guerra mesmo orquestra pela direção do Bahia e imprensa contra a torcida e políticos de oposição.

 Tramam contra o Bahia e o maltratam, mas repassam essa tirania e opressão contra o Bahia como se fosse obrar da oposição, esta completamente de mãos atadas. Eles tratam os opositores como os alienígenas dos filmes americanos, usurpam de seu poderes através de inúmeras irregularidades e colocam a culpa na oposição.

Fazem como qualquer tirano chinfrim, mas incrivelmente precisam da imprensa ignorante ou vendida a propagar a sua,propaganda habitual contra os opositores. Ainda bem que todos estão abrindo os olhos, talvez não. O fato é que os alienígenas oportunistas estão é dentro Bahia, meu caro Djalma, colunista do e.c.bahia.com.

Saiam do E.C.Bahia, velhos!

22 de maio de 2013

Não tem outra coisa senão resistir com toda a indignação possível. O ódio que despertaram na torcida é a nossa força, a indignação de quem viu as negociatas e o vício corrompendo nossa religião, o E.C.Bahia.

Hoje, a violência moral é a única porta que é viável contra os “donos” do Bahia. As consequências é o público zero contra esse abjeto grupo. A motivação que encontro é o meu puro ódio contra a indignidade, a infâmia e o cinismo.

Aliás, falando de ódio, vejo o cinismo no futebol como aliado dos infames. A política nisso investiu contra o futebol e chegou definitivamente onde queria.

Agora, a política abominável dos autocratas tanto quanto é trágica nas relações humanas, é também execrável no futebol. Acredito que o cinismo, para os bons políticos, não passa de um grau maior da ironia, quando ela serve aos caras-de-pau.

Quem ousa falar em democracia no Bahia nas rádios cita clubes brasileiros como Inter e Grêmio como exemplos positivos, mas subverte a moral dos estatutos de Grêmio e Internacional para justificar a ditadura dos “guimarães” sem qualquer escrúpulo.

Quanto cinismo hediondo estamos assistindo como show de horrores de “donos” de clubes populares, verdadeiros ali-babás de uma paixão transcendental cujo patrimônio não pode ser privatizada.

Saiam do clube, velhos!

Vice-campeonato não merecido pelo Bahia

19 de maio de 2013

A historia, meus senhores, não é uma muleta, como estou a ver muitos esculpirem a “superioridade” do Bahia em títulos comparado ao Vitória. Hoje, quando o E.C.Vitória sagrou- se campeão pela 28ª vez eu vi uma sólida história se consagrar na Bahia com um projeto, o Vitória tem um projeto para sua torcida que diferencia-se ao do Bahia atual nos últimos 20 anos.

Pasmo, vejo o meu tricolor sem futuro. Um Bahia de mentalidade apequenada e envergonhado pela falta de um projeto para o futuro. É verdade, os donos do Bahia querem construir um CT moderno, mas sob um pensamento amesquinhado de um Bahia de “donos” fracassará. Logo o Bahia, orgulho do desporto baiano, perde também o apoio de sua torcida. O público zero é um sucesso!

Esse ano o Bahia não ganhou um clássico dos quatro disputados em 2013, e foi goleado 2 vezes. Indiscutivelmente na Bahia tem um clube forte, e este time é o E.C.Vitória. O legado dos tricolores que nos orgulhamos não é mais visível. Ficou em livros de arquivo em museus.

Podemos dizer que o fenômeno Bahia de que orgulhava-me era feito com mais inteligência. Hoje, não vejo isso. Vejo um grupo apeado ao poder no Bahia pelo poder, um sintoma da demência. O Bahia tem que se questionar sobre o que ele quer para si, tem que se livrar dos seus “donos” e livrar o espirito da torcida desse jugo.

A palavras odiar fez sentido como nunca tinha sentido antes. Hoje, eu odeio visceralmente os que se julgam acima da torcida do Bahia, odeio esses falsos tricolores que estão a inocentar os dirigentes culpados por 3 vexames no 1º semestre em competições distintas. Os Judas estão a entregar o Bahia aos leões.

Público zero até a renúncia!

18 de maio de 2013

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Queria o espírito do Santa Cruz no Bahia

9 de maio de 2013

Queria escrever longas linhas sobre esse apaixonante time de Pernambuco, mas sei pouco sua história e de sua política interna. Porém, algo me comove: como um time sem verba de televisão, ingressos subsidiados e baratos e sem grandes patrocinadores poderá ser tricampeão pernambucano vencendo seus oponentes com patrocinadores e verbas incomensuravelmente maiores?

Os jogadores do Santa hoje são principalmente da base – lembro agora a urgência com que muitos confrades chama o Bahia para essa realidade -, são jogadores humildes com nomes estranhos como “caça-rato”, mas impressiona a simplicidade e humildade com que os tricolores pernambucano não se dobram faz três anos ao favoritismo do Sport.

Jogadores que chegam ao Santa conhecem que terão dificuldades as vezes receber em dia, todavia o sacrifício que a diretoria faz junto aos associados, que podem votar para presidente, para conseguir honrar seus compromissos é digno de louvor. A torcida do Santa inclusive trabalha de graça para o clube algumas vezes quando esteve na quarta divisão para manter serviços básicos de infra-estrutura. Doações não faltam entres amigos que alimentam a chama de uma tradição no futebol pernambucano que passa de pai para filho e não depende de tevê.

Quando enxergo essa distancia hoje do Bahia de sua verdadeira torcida mais fiel, o povão, entendo então que o meu Bahia é elite como o rival, não há muita diferença de caráter entre os que mantém o
Bahia como um clube que cobra ingressos muito caros e se fechado em perspectivas elitistas de ver o futebol como vaidade, com apetites por ver mais os aplausos dos ricos que podem pagar a ver uma criança fantasiada com o manto sagrado do time. Assim, com esse espírito de mercador o Bahia vendeu os “tobs” para a arena Fonte Nova que nasce sem a beleza de antes que colocava meninos pobres e ricos no mesmo patamar.

Dia das mães

Aliás, lendo uma matéria sobra os piores países para ser mãe no portal R7, lá estão 2 países ricos em diamante e petróleo, Serra Leoa e a Nigéria, entretanto com um atraso imenso de políticas sociais. A questão desses 2 países é justamente sua riqueza servir para que poucos usufruam, enquanto a criminalidade e infanticídios são enorme, nesses países é proibido o aborto e as mulheres não querem perder o emprego.

No Bahia, aparecem dirigentes com a mesma mentalidade egoísta desses países. Quantos tricolores estão seguindo para outros horizontes onde é possível torcer com dignidade? Sim, é melhor ser pobre e digno a ser rico com ficha criminal ou passar para a história como tirano responsável por acabar com uma paixão.

Gafe “vicetória” motivou gargalhadas em jogo do SBT

7 de maio de 2013

vergonha nacional

E aí? Vem encarar!

5 de maio de 2013

Oi, tudo bem?! Eu sou o E.C.Bahia, e vocês conhecem meu cartão profissional: sou 44 vezes campeão baiano, bicampeão brasileiro e tantas vezes campeão do norte e nordeste do Brasil. Sou conhecido também por ser o clube baiano mais admirado e respeitado do Brasil, com uma torcida de milhões espalhados na Bahia e fora da Bahia. Fui o 1ª clube a disputar uma Libertadores, 1º a ganhar uma tríplice coroa e sou o atual campeão baiano. Fui o 1º campeão brasileiro e minha torcida é de ouro.

Esse cartão de apresentação se faz necessário diante de um regulamento que o Bahia não fez, que o tricolor não pediu, solicitou ou exigiu, o Bahia não corrompeu ninguém por esse regulamento. Simplesmente, o Bahia chegou junto com seus co-irmãos baianos no início do campeonato nas mesmas condições de todas as outras equipes do campeonato. Portanto, vamos deixar esse discurso anti-Bahia, de colocar o Bahia como um protagonista de um regulamento que ele não criou. O Bahia está na final porque os outros adorariam estar na mesma posição do tricolor, finalista do campeonato baiano, e a um triunfo e um empate de se sagrar Bicampeão.

O Bahia vem crescendo, obrigado a reformular seu elenco no meio de dois campeonatos em suas laterais, meio de campo, praticamente todo o time. Houve um erro de avaliação sobre o time que terminou o nacional ano passado, e isto ficou muito evidente durante o brasileirão e a diretoria dormiu no ponto. O tricolor demorou a substituir peças defeituosas que apenas prometiam quando chegaram ao Fazendão, não tinha desempenhado nem a metade do que prometiam. Como descrever a passagem de Michael Jackcson agora? Como explicar a contratação de Obina tão aquém de sua melhor forma senão como erros de apreciação? A contratação de Obina é mais grave e a de Zé Roberto que chegaram sem condições de jogo.

Todavia, o Bahia chegou a mais uma final. Zé Roberto parece ter recuperado a confiança, Obina está chegando perto da melhor forma física, Talisca está mais seguro e os laterais do Bahia estão ganhando a confiança do treinador e da torcida. O grupo se fortaleceu com Fernandão e encontrou um a forma de jogar que é a mesma de outras vezes em que o tricolor chegou bem em torneios de 13 anos até o momento em que foi muito bem. Em 2001 e 2002, fomos campeões com 3 volantes, 1994 idem, na ascensão em 2010 também jogamos fechado e em 2012 fomos campeões com Falcão com uma disposição defensiva nas finais. Assim, não ficaria admirado com o Bicampeonato, ficaria triste com o choro dos rivais.

A revolução não passará na televisão

29 de abril de 2013

Fiquei “muito puto” com a televisão e rádios baianas, como também a imprensa nacional preconceituosa e saudosista dos velhos métodos de repressão as manifestações legítimas de protesto contra a direção tricolor  ao abafar e criminalizar a revolta popular  e denegrir a imagem da torcida do Bahia nacionalmente por meio de adjetivos que de forma alguma representam a grandeza da torcida do tricolor de aço.

Agora, peguemos o exemplo dos torcedores do Bahia, no último domingo, será que torcedores baianos e brasileiros que lançarem os tais instrumentos musicais de Brown co campo para protestar com o custo da obra da Arena em Brasília que admiravelmente passou de quinhentos milhões para 1 bilhão sem nenhuma autoridade ter se pronunciado será qualificado como um gesto de barbárie? Quem com a Rede Globo anda, podemos dizer quem são. E dirigentes de futebol hoje no Brasil são sinônimos de adjetivos que não posso expor aqui.

Voltando para o fenômeno local. A torcida do Bahia vem sendo alvo nos últimos tempos de elogios e reconhecimento nacional justamente pela sua paixão, devoção e entrega à sua paixão incondicional, o E.C.Bahia, e não merece julgamentos sumários sem direito de resposta. Essa tentativa de desqualificar a torcida baiana tem muitos lados, um deles é a omissão da própria imprensa que alimenta tiranos na direção dos clubes, partindo muitas vezes para a agressão a cidadãos que se opõem a instauração de um tricolor limpo de arbitrariedade e do jugo de tiranos.

As consequências da revolta dos tricolores ao jogar os instrumentos de Brown não visaram nenhum jogador como as imagens mostraram, como também não há ninguém que possa dizer que aquele treco de plástico inofensivo constitui uma arma. Foi absurda a cobertura e a dimensão que tomou tal fato de revolta espontânea da torcida de arremessar o instrumento musical como também qualquer ligação da torcida do Bahia com os fatos nefandos que acontecem no sudeste e sul do país de desrespeito ao público e a família.

Quero deixar claro que não estou estimulando a falta de educação e a quebra de protocolos de civilidade, mas tão somente mostrando que hipócritas estão em todos os setores e são estes que dominam o cenário da mídia e do sistema capitalista com seus discursos para inglês ver. Quero ver quando a Globo vai se pronunciar sobre a Arena em Brasília, a verdadeira imagem do desperdício de dinheiro do contribuinte.


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